Fabian Figueiredo

@fabianfigueiredo.bsky.social

Sociólogo.

Mais de mil milhões por fragata. A Itália pagou 750 milhões pelas mesmas, 95% iguais segundo o Governo. A fatura desses 5% não existe. Assinaram dois dias antes de criar a comissão que devia fiscalizar. Não é cheque de Bruxelas: é dívida nossa, paga por quem não tem casa nem médico.

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Está publicada a lei da PSU. Ao sétimo mês de desemprego, menos 161 euros. Famílias com um salário mínimo em casa, zero. E trabalho não remunerado como condição do apoio. Prometeram que ninguém perdia. Mentiram. Procuraremos os diálogos necessários para a apreciação parlamentar.

Preto no branco, em resposta oficial: a promessa do ministro Fernando Alexandre de indemnizar as famílias NÃO EXISTE. Sem verba. Sem procedimento. Sem nada. As Finanças chamam-lhe "alegado compromisso". O nome certo é outro: mentira. Demissão e Comissão de Inquérito.

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Chapas de matrícula num canil desde 2004; Carros apreendidos em cavalariças; 311 milhões em bens sob gestão renderam 3 aos cofres públicos. O escândalo não é confiscar, é desperdiçar. Propus no Parlamento uma avaliação nacional. Cada € tirado ao crime deve servir o país.

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Ceuta não está em Schengen. Espanha excluiu-a em 1991. A única Ceuta em Schengen é a Avenida de Ceuta, em Lisboa. Na pressa de ir atrás de Meloni, o Chega propõe filas em todas as fronteiras. Em agosto. Quando os emigrantes vêm a casa. Dispara para Ceuta, mas acerta nos portugueses.

Em junho, o Governo garantiu: com a PSU ninguém perde. Hoje anunciou o valor. Um desempregado com família passa de 537€ para 349€. Menos 188€ por mês. Uma família monoparental, de 430€ para 349€. Um idoso pobre, de 308€ para 269€. Prometeram que ninguém perdia. Mentiram.

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6af: "hoje terminam os pedidos" 8900, sinal de "confiança". 2af: 15 mil "é natural". Hoje: +20 mil, triplo de 2025, meio milhão de € depositado pelas famílias a 25€ cada. Ano letivo do secundário adiado porque os professores estão exaustos. Natural é já ninguém acreditar.

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Fevereiro: o Governo aprova os Estatutos da UC, que dizem que as Repúblicas "são apoiadas pela Universidade". Julho: o mesmo Ministério autoriza o despejo da Baco e das Marias do Loureiro. O Estado, que devia protegê-las, é o senhorio que as quer na rua. Levámos o caso à AR ⤵️

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Luís Neves diz-se «disponível para tudo». O PSD esclareceu o que isso significa: impediu a Comissão Permanente de reunir para o ministro dar explicações ao Parlamento, órgão perante o qual todos os governantes respondem. O ministro diz sim a tudo porque o PSD diz não por ele.

Eleição a 13 de maio. Homologação por fazer, sem prazo ou justificação. É inaceitável que uma universidade fique em gestão porque um órgão decidiu não decidir. Pedimos explicações e requeremos toda a documentação. Quando a inércia dura tanto, passa a parecer veto de gaveta.

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Ontem, no Parlamento: "O Governo não tem relatório nenhum." Horas depois: 3 coordenadores do Júri de Exames demitiram-se há um ano após avisarem, por escrito, em relatórios que o secretário de Estado PEDIU, das falhas que rebentaram agora. Não foi só incompetência. Foi encobrimento. CPI já.

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12 603 notas erradas a Física e Química. Agora, Geografia A. 1400 "suspensos" na sexta. O ministro chama-lhe "esporádico" e mantém os 25€ por reapreciação de prova. Quando o Governo erra e manda o aluno pagar, já não é só incompetência, é cinismo. Comissão de Inquérito.

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Quem presidiu ao Júri Nacional de Exames confirma: o ministro avançou com a correção digital de 300 mil provas sem avaliar o piloto que já tinha falhado. Não foi azar, foi decisão. Fernando Alexandre só tem um caminho: demitir-se. O Parlamento só tem um: aprovar a CPI do Bloco.

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Em 2026, nenhum país da UE alterou prazos de classificação de exames. A Roménia até antecipou resultados. A Ucrânia, em guerra, cumpriu. A Suécia viu os riscos e travou a tempo. Portugal? O Governo, contra todos os avisos, instalou o caos. Não foi azar. Foi escolha. CPI, urgente.

18h: nenhuma pauta afixada. Os alunos têm de decidir até 2a se se inscrevem na 2a fase sem saberem as notas. E pagam 25€ por reapreciação. Alargar provas e isentar taxas, é o mínimo. O caos não pára de crescer. O descrédito de Fernando Alexandre também não.

"Não é problema do ministro", diz o ministro que falhou 4 prazos, chamou falsas às denúncias dos professores e imprudentes aos pais. Se as notas saírem 6af é graças a quem corrigiu de madrugada, de graça. O caos é todo dele. A demissão também devia ser. O país precisa de uma CPI.

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O bom senso e o rigor recomendam novo adiamento. O Ministério da Educação quer evitá-lo à conta dos professores, que Montenegro hoje insultou e sobre quem despeja centenas de novas perguntas. Uma única professora recebeu hoje, às 19h30, 70 respostas de Português para avaliar.

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Fernando Alexandre adiou outra vez o prazo da classificação. O prazo de hoje era o prazo que já tinha sido adiado uma vez. Foi adiado outra vez. O ministro garantiu na RTP, a 7 de julho, que "não haverá nova prorrogação". Como sempre, a garantia durou menos do que o problema.

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A plataforma do IGEFE, onde se faz a recuperação do tempo de serviço dos professores e a validação de dados, também não está a funcionar. A terceira tranche foi paga a 1 de julho, mas a plataforma está fora de serviço.

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O Governo diz que nunca mandou avaliar respostas incompletas e chama mentirosos aos professores. Quem mente, para variar, é o ministério de Fernando Alexandre: lançou o caos, agrava-o todos os dias e é incapaz de ser honesto sobre o processo. CPI e demissão.Aqui estão as provas:

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A Lusa não tem informáticos? Não tem técnicos? Não tem, numa casa que faz chegar notícias ao país inteiro há 40 anos, quem consiga enviar uma newsletter? Tem. O que não tinha era uma empresa de dois militantes do PSD a receber 63.490€ + IVA. Agora já tem.

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Desejo ao primeiro-ministro boa recuperação do jet lag e dos concertos do NOS Alive. Recuperado, sugiro-lhe duas moradas: o Ministério da Educação, onde os exames estão no caos, e Almada, onde o povo está sem água. É que ser primeiro-ministro é, no fundo, governar, não é turismo.

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Isto não é uma polémica de época: é a confiança pública no Estado. E é por isso que a responsabilidade tem nome. Não foi o software. Foi quem decidiu, avisado, contra o mais elementar bom senso. Chama-se a isto, com rigor, imprudência. Hoje, no Público.

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