Renata Nagamine

@renagamine.bsky.social

Pesquisadora. Pluralismo, mídia e linguagem | Cristianismo no agro. Mais em https://linktr.ee/renatanagamine

O caso de Nossa Senhora me parece evidenciar duas coisas importantes a perseguir: 1. o alcance da rede católica em mídias digitais; 2. a posição social do catolicismo, que perde números, mas segue socialmente instituído, capaz de agregar público católico e não católico. 

Traduções da Odisseia para o português que li e curti: a de Benedito Nunes, mais antiga, de versos mais longos; a de Trajano Vieira, mais erudita e mais farta para quem tem interesse no grego antigo; a de Donaldo Schüler, na minha lembrança, mais simpática, mais agradável.

Quero deixar o convite para o seminário do Cebrap dobre os 75 anos das "Origens do totalitarismo", com Raissa Wihby, Crislei Custódio, Celso Lafer e Daniel Peres. Será amanhã, dia 19/6, às 14h, no auditório da casa. Os seminários são abertos e gratuitos.

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Aproveitando a insônia, quero convidar todo mundo para este evento dia 12/6 agora, às 17h, no Cebrap. Será uma apresentação de pesquisas realizadas num projeto sobre igualdade profunda, em parceria com universidades do Canadá e da África do Sul. Programinha de Dia das Namoradas.

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Da polêmica em torno do Bolsa Família à escala 6x1, a família pode ser uma boa plataforma para a esquerda acessar evangélicos/as. Talvez lhe possibilite articular um discurso plausível com potencial de ao menos desestabilizar a associação entre ser cristão e não ser de esquerda.

É interessante observar como as pessoas precisam classificar uma relação de duas mulheres num programa de TV na qual teve de tudo, inclusive uma dimensão erótica, embora sem orientação sexual da ação. Não é por acaso que a classificação é uma operação de interesse da literatura socioantropológica.

Meu pósdoc é sobre imaginações do social. Quando o propus à Fapesp, a Anita (D. Ana Cláudia Lopes) leu e me perguntou: "Epistêmica? Por que não discursiva?". Hoje, tentando organizar internamente minhas ideias sobre este BBB, percebi que caminhei até aqui orientada por essa pergunta.

Trump está antagonizando abertamente com a Igreja Católica. O antagonismo já gerou um material interessante para observar, p.e.: 1. como se produz a fronteira entre religião e política; 2. como os agentes organizam aquilo que a própria categoria "religião" refere em discurso.

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O sotaque indexa posições, relações, participa na produção de estereótipos etc. É elemento operante da classificação social, e isso é algo que -- a propósito -- a antropologia linguística já trabalhou bastante e muito bem.

🚀 Seminário do Cebrap sobre desigualdades e classificações raciais dia 27/, sexta agora, às 17h, no auditório. O que são e como operam as classificações? Como importam para políticas públicas numa sociedade desigual? Falarão Flavia Rios, Jacqueline Moraes e Leonardo Silveira.

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Um ano atrás, Paula Montero e eu publicamos no Nexo um texto sobre o que chamamos de metamorfose da esfera pública. O texto se mostrou um ponto de partida para outras produções, que têm elaborações um pouco mais detidas e maduras. Mas voltei a ele hoje. www.nexojornal.com.br/debates-tele...

A representação e as metamorfoses da esfera pública

Argumentação e expressividade entram em tensão quando a competência no uso das formas comunicacionais que os novos meios favorecem é transferida para o campo do debate público, em campanhas eleitorais...

nexojornal.com.br

"Mudança estrutura da esfera pública" é de 1962, se não me engano. O livro do Habermas repensando sua "Mudança estrutural" por causa da digitalização da comunicação é de 2022, acho. Na prática, foram 60 de teoria social rigorosa, imaginativa, abrangente e influente.

No pensamento da Arendt, o que me pareceu mais datado, durante muito tempo, foi a reflexão sobre armas nucleares. Já devo até ter comentado isso aqui. Bom, ela tinha o dom de pinçar os nervos dos seus contemporâneos, talvez até gosto por desagradar, mas também uma capacidade ímpar de diagnóstico.