@jorgechaloub.bsky.social

A naturalidade com que a imprensa brasileira transcreve, sem tom crítico ou maior constrangimento, a ameaça de Trump de "matar uma civilização em uma noite" demonstra, de forma didática, como fenômenos históricos como o nazismo são não apenas possíveis, mas facilmente tolerados.

"Há, por fim, um desdobramento menos evidente — mas talvez ainda mais preocupante — do atual escândalo: a construção de um sentimento difuso de colapso social e de terra arrasada. Este foi, anos atrás, um dos efeitos mais profundos da Lava Jato" www.cartacapital.com.br/opiniao/o-ca...

Jorge Chaloub: O caso Master e as lições da Lava Jato

Assim como há dez anos, o maior efeito político do escândalo pode ser a difusão de um sentimento de terra arrasada, fértil para aventuras autoritárias

cartacapital.com.br

O Rio testemunha uma política estatal fascista, que abertamente pretende matar parte da população a partir de características sociais e raciais. Castro é incapaz de qualquer discurso mais qualificado, mas representa grupos sociais que defendem essa política.

A condenação de ontem expõe os problemas da interpretação da história recente do país a partir do conceito de polarização. A sentença de Bolsonaro não decorre apenas da tentativa de golpe, mas do fato de que uma das vítimas prioritárias do golpe era a cúpula do Judiciário.

O aspecto mais óbvio do voto do Fux é seu caráter pernicioso para a democracia, o que não surpreende, dada a biografia do ministro. Contudo, o que me chama a atenção é como o voto expõe o modo de funcionamento do Judiciário brasileiro e o cenário intelectual do Direito.

O governo e a esquerda enfrentam problemas graves, mas as algumas das mais comentadas análises sobre a popularidade de Lula revelam sobretudo a miséria de boa parte do debate atual das Ciências Sociais, especialmente das pesquisas preocupadas em ganhar likes, consultorias ou espaço na TV.

Publiquei, no Le Monde Diplomatique Brasil, este pequeno ensaio sobre o estado da arte do ultraliberalismo no Brasil. O texto foi escrito há 3 meses, mas, por razões diversas, acabou na minha gaveta. diplomatique.org.br/marcal-milei...

Marçal, Milei e a radicalização moral do liberalismo - Le Monde Diplomatique

Surge, nas margens do discurso liberal, uma versão radicalizada do ideário, que retoma uma dimensão utópica outrora central

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O ideal de país compartilhado pela maior parte dos atores do "mercado" passa pela destruição da maior parte dos direitos sociais da Constituição. Clamam por um ajuste que, na prática, faria isso e não toleram qualquer outra alternativa, em uma visão autoritária com verniz técnico.

Quando alguém define uma disputa redistributiva como "matemática", fica claro que a pessoa ignora debates básicos do campo das humanidades e fórmula de forma simplista questões complexas.

Explicar as ações do "mercado" como reações "racionais" motivadas por temor fiscal chega a ser cômico. Os movimentos das bolsas passam pela clara radicalização à direita de atores ligados ao mercado financeiro, em parte causada pela popularidade de uma literatura ultraliberal.

O tom da reação de grande parte da imprensa e das elites políticas às notícias do dia é um bom indício do grau de naturalização da ultradireita no Brasil. Comenta-se um plano de assassinato do presidente, urdido em pleno Palácio do Planalto, como se fosse um evento trivial.

Artigo meu no Correio Braziliense. É uma versão estendida de um breve texto em que argumento que a perspectiva de analise do lobo solitário não implica em desconexão do amplo cenário do extremismo violento, particularmente com motivações políticas. www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024...

O lobo, a alcateia e o problema do extremismo

Os lobos solitários são parte de um problema maior, que envolve questões do campo político, a regulação das redes sociais, assim como a normalização do discurso da extrema-direita

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Um dia após a eleição de Trump – eleito em meio a leniência após vinculação a uma tentativa de golpe, Bolsonaro é entrevistado pela Folha de SP. Na entrevista, se vê como presidenciável e sugere Michel Temer como vice. A normalização da ultradireita é um grande acordo nacional.

A temporada eleitoral tem entre seus frutos um tipo particular de texto: a análise crítica da esquerda. Apesar de honrosas exceções, boa parte dos exemplares deste discurso nos últimos anos partem da ideia que o mais correto para a esquerda é abandonar qualquer identidade de esquerda.

Hoje, às 14 horas, na UFF. Local: Auditório do Bloco P ​ Mesa de abertura: "Crises e Transformações: Desafios Sociológicos na Política, Meio Ambiente e Educação" Mediação de Armando Luís de Oliveira, com participação dos professores Jorge Chaloub, André Dumans e Luane Bento dos Santos

Como ficou a distribuição das forças políticas em 2024? Essa análise precisa de um pouco mais de contexto, por isso, peço sua paciência para explicar com alguns dados o que aconteceu entre 2020 e 2024. Há sim um avanço da direita, mas ela é menor do que o noticiário tem dado destaque. Explico 🧵

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