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Inea recomenda mudanças no descarte de esgoto na estação de tratamento de Itaipu, em Niterói

Um parecer técnico elaborado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e encaminhado ao Ministério Público concluiu que a manutenção do atual ponto de lançamento dos efluentes da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Itaipu tende a agravar os impactos ambientais sobre o sistema lagunar de Itaipu-Piratininga. O documento aponta que a alternativa com maior potencial de benefício ambiental é a retirada do descarte do local atual, associando a mudança a um tratamento complementar capaz de reduzir a carga de poluentes lançada nas águas. Preso por estupro: Assessor de vereador teve passagem por comissão de Direitos Humanos da Câmara de Niterói Niterói: Casa 264 faz dois anos como polo cultural independente A manifestação técnica, produzida pela Gerência de Qualidade das Águas (Gerquali) do Inea, foi elaborada em resposta a uma solicitação da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente de Niterói, que pediu uma avaliação comparativa sobre os impactos da manutenção ou da eventual realocação do ponto de lançamento da estação. Segundo o parecer, manter a descarga no atual ponto, localizado em área úmida ligada ao Córrego dos Colibris, cerca de 200 metros antes da foz na Lagoa de Itaipu, é um cenário “desfavorável no médio e longo prazos sob a ótica da qualidade das águas”, por manter “pressões contínuas e cumulativas” sobre o ecossistema. Os técnicos também descartam que uma mudança pequena do ponto de lançamento, mantendo o Córrego dos Colibris como receptor, seja suficiente para reduzir os impactos. “O deslocamento por poucos metros, mantendo o córrego como receptor, é tecnicamente insuficiente quanto ao controle da carga e à melhoria da qualidade das águas”, destaca o documento. Inadequação Outra hipótese analisada foi a transferência do lançamento diretamente para a Lagoa de Itaipu. Nesse caso, o Inea conclui que a medida seria apenas uma solução parcial, já que alteraria o local onde o efluente entra no sistema, mas não reduziria a quantidade de nutrientes e matéria orgânica despejados. Na avaliação técnica, a alternativa mais favorável é combinar a retirada do lançamento do local atual com melhorias no tratamento da estação. “O melhor desempenho esperado sob a ótica da qualidade das águas decorre da combinação entre a cessação do lançamento no local atual e a redução adicional das cargas de fósforo, nitrogênio, matéria orgânica, sólidos e indicadores microbiológicos”, registra a manifestação. O parecer sugere que sejam estudadas tecnologias complementares, como remoção adicional de fósforo e nitrogênio, filtração, aprimoramento da desinfecção e soluções baseadas na natureza, como alagados construídos, além da definição de metas para redução efetiva da carga poluidora. Apesar das conclusões, o Inea ressalta que a manifestação não representa autorização para qualquer obra nem decisão definitiva sobre o empreendimento. Antes de uma eventual mudança, recomenda que sejam realizados estudos ambientais, hidrodinâmicos e de engenharia para comparar as alternativas e comprovar o benefício ambiental líquido da intervenção. A discussão sobre a ETE de Itaipu já havia sido objeto de outro parecer do Inea, desta vez da Procuradoria do órgão, emitido em 2024. Na ocasião, os procuradores concluíram que o ponto de lançamento está inserido no Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset), uma unidade de conservação de proteção integral. Com base na legislação federal, o parecer afirmou que corpos d’água classificados como de classe especial não podem receber lançamento de efluentes, ainda que tratados, e recomendou que a concessionária apresentasse um projeto de adequação do sistema, seguido da celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Como a estação foi licenciada antes da criação da unidade de conservação, o parecer jurídico não recomendou aplicação de penalidades, mas defendeu a adaptação do empreendimento às regras ambientais atualmente vigentes. Retirada do emissário Diretor-coordenador do Instituto Floresta Darcy Ribeiro (Amadarcy), Felipe Queiroz afirma que o novo parecer reforça a necessidade de mudanças estruturais no sistema de tratamento de esgoto. — O parecer técnico deixa claro que apenas retirar o ponto de lançamento não resolve o problema. É preciso reduzir a carga poluidora que chega ao sistema lagunar, que já está saturado. Hoje existem soluções, como jardins filtrantes e outras tecnologias baseadas na natureza, que podem complementar o tratamento e diminuir o impacto ambiental — afirmou. A entidade também critica a atuação da concessionária e defende a realização de uma nova licitação para os serviços de saneamento em Niterói, alegando que, após mais de 25 anos de contrato, o sistema Itaipu-Piratininga continua apresentando episódios recorrentes de poluição e mortandade de peixes. Procurada, a Águas de Niterói informou que vem apresentando ao órgão ambiental todos os documentos e estudos necessários de forma tempestiva, dentro do processo de renovação da Licença de Operação da ETE Itaipu. “A concessionária reforça que o efluente tratado na ETE Itaipu atende aos parâmetros estabelecidos pela legislação ambiental e pelas normas técnicas vigentes. Os resultados do monitoramento operacional e ambiental são acompanhados de forma contínua e encaminhados regularmente aos órgãos estaduais competentes de fiscalização e controle”, afirmou o órgão. Já a Empresa de Infraestrutura e Obras de Niterói (ION), órgão responsável por fiscalizar a concessionária, reforçou que tem “atuado de acordo com suas atribuições como fiscal do contrato, sempre adotando as medidas necessárias para o bom andamento dos serviços prestados”. Initial plugin text

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George Santos se envolve em nova polêmica e é multado em R$ 178 mil após manipular mercado de apostas; entenda

Após uma investigação das autoridades federais dos Estados Unidos, o ex-deputado republicano George Santos, filho de brasileiro, foi multado pelo governo americano em US$ 35 mil (cerca de R$ 178 mil) por ter utilizado informações privilegiadas para fazer apostas sobre sua presença ou não no tradicional discurso do Estado da União do presidente Donald Trump no Congresso, final de fevereiro. A multa vem pouco mais de um ano depois de ter sido condenado a sete anos de prisão por fraude e roubo de identidade. Perfil: Quem é George Santos, ex-deputado dos EUA filho de brasileiros solto após ordem de Trump Relembre: Deputado cassado nos EUA, filho de brasileiros vende vídeos na web por R$ 980 De acordo com a Comissão de Negociação de Contratos Futuros de Commodities, a agência reguladora federal do mercado de apostas, George Santos enganou outros apostadores da plataforma Kalshi ao realizar uma série de postagens em redes sociais que os levou a acreditar que estaria presente no discurso de Trump em fevereiro. Em seguida, o ex-deputado fez a sua própria aposta: a de que ele não iria ao evento. Após manipular as probabilidades do mercado de previsões durante transações feitas por duas semanas, ele teria lucrado mais de US$ 17,5 mil, ou seja, quase R$ 88,9 mil. A comissão ordenou que o político americano devolva os valores recebidos, além de pagar outros US$ 17,5 mil como "penalidade monetária civil", o que ele teria concordado. George Santos ainda foi proibido de participar de apostas ou do chamado mercado de previsões por três anos. Discurso do Estado da União A lista de convidados do discurso do Estado da União, bem como a possível presença do republicano, viraram um tópico de apostas popular na plataforma Kalshi em fevereiro, o que pode ter chamado a atenção de moderadores e das autoridades. Uma porta-voz da empresa afirmou ao jornal New York Times que a Kalshi investigou as transações feitas por George Santos e as denunciou à comissão, "oferecendo as provas necessárias para garantir uma ação contra ele". Kitara Ravache: George Santos diz que era 'um jovem se divertindo em festival', sobre divulgação de imagens como drag queen O político criou sua conta na plataforma em 11 de fevereiro. De 12 a 22 do mesmo mês, ele apostou cerca de US$ 6.700 (R$ 34 mil) no cenário de que compareceria ao discurso no Congresso. Ao mesmo tempo, passou a insinuar que iria ao evento em postagens no X (antigo Twitter), fazendo o mercado flutuar significativamente. A partir de então, ele passou a apostar tanto na sua ida quanto no cenário oposto, em que ficaria em casa, dependendo do que fosse mais lucrativo. Em 22 de fevereiro, George Santos perguntou aos seguidores se deveria "usar um terno sóbrio e sério para o Estado da União ou um com pedrarias?". A pergunta fez o valor da aposta em sua presença disparar. No dia seguinte, segundo a comissão, George Santos "abandonou sua posição" na aposta e levou US$ 3.400 (R$ 17,2 mil). Um dia antes do discurso, ele trocou de time e apostou milhares de dólares na sua ausência no discurso, mas continuou induzindo seguidores a acreditarem que estaria no Capitólio. "Estarei na galeria", disse em um vídeo compartilhado em seu perfil. Na manhã seguinte ao Estado da União, ele embolsou mais de US$ 14 mil (R$ 71,1 mil), apesar de ter lamentado publicamente por ter "assistido ao discurso através da tevê de um aeroporto". Em 2023: George Santos, o filho de brasileiros deputado nos EUA, se enturma com a extrema direita Esta não é a primeira polêmica envolvendo o nome do ex-deputado. Filho de imigrantes brasileiros, George Santos foi formalmente acusado por procuradores federais em 2023 de fraude por ter mentido e omitido fatos sobre sua própria biografia, histórico criminal, processos na Justiça e atividades financeiras durante as eleições, o que o levou a perder seu mandato no Congresso dos EUA. Segundo a promotoria, o ex-deputado enganou doadores de sua campanha ao transferir dinheiro para sua própria conta e usá-lo para pagar dívidas pessoais, comprar roupas de grife ou fazer pagamentos com os cartões de crédito de seus próprios apoiadores sem autorização. Ele foi condenado a sete anos e três meses de prisão em 2025, mas foi libertado após pouco mais de três meses quando Trump comutou sua pena.

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Ministra japonesa deve confirmar que Japão e EUA vão intervir no iene, diz agência

A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, deve anunciar já na segunda-feira que Tóquio e Washington estão coordenando medidas no mercado de câmbio para conter a fraqueza do iene, segundo uma fonte a par do assunto. Do outro lado do mundo: saiba por que os juros no Japão afetam o câmbio no Brasil Segundo jornal americano: Presidente do Fed avalia reduzir número de reuniões sobre juros O conteúdo do anúncio ainda está sendo elaborado, mas ele pode ser divulgado já na manhã de segunda-feira, disse a fonte, que pediu para não ser identificada porque as informações ainda não são públicas. A agência Reuters informou anteriormente que Katayama confirmaria a ação conjunta e reforçaria o compromisso dos dois países de combater o que consideram uma desvalorização excessiva do iene. As autoridades japonesas compraram ienes e venderam dólares durante o pregão de Nova York na sexta-feira, informou anteriormente a Bloomberg, citando uma pessoa com conhecimento do assunto. No fechamento do mercado em Nova York na sexta-feira, o iene era cotado a 157,40 por dólar, o nível mais forte desde o início de maio. Apenas dois dias antes, a moeda rondava as cotações mais fracas desde 1986. A forte valorização foi impulsionada por uma combinação de compras diretas de ienes, contatos de autoridades com bancos que operam no mercado cambial e declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e de Katayama. O compromisso de Bessent em apoiar o iene também ficou evidente quando a Reuters publicou uma fotografia de um bloco de anotações à sua frente durante uma reunião de gabinete em Camp David, na sexta-feira. Sob o título "To Do" ("A fazer"), estava escrito: "Comprar iene japonês (JPY): US$ 5 bilhões a US$ 10 bilhões". Initial plugin text O plano inicial do Japão parecia ser manter a posição de "não comentar" enquanto a operação estivesse em andamento e oferecer apenas sinais discretos do apoio dos Estados Unidos. Essa estratégia foi mantida na quinta e na sexta-feira. No entanto, diante da divulgação de diversas reportagens na imprensa e da exposição da lista de tarefas de Bessent, as autoridades podem ter decidido mudar de estratégia e fazer um anúncio público claro. A operação conjunta "ainda está em andamento", informou a Reuters, citando um funcionário do governo cuja identidade não foi revelada. O iene avançou mais de 1% frente ao dólar e ao euro na sexta-feira. Na quinta-feira, a moeda chegou a subir mais de 3% durante o pregão em relação ao dólar, depois que o Japão gastou cerca de ¥ 8,45 trilhões (US$ 52,8 bilhões), segundo dados compilados pela Bloomberg com base na comparação das contas do Banco do Japão (BoJ) e nas estimativas de corretoras do mercado monetário. Esse montante provavelmente representa a maior intervenção cambial já realizada por Tóquio em um único dia. O jornal Nikkei informou que o governo japonês e o Banco do Japão intervieram para comprar ienes pelo segundo dia consecutivo na sexta-feira. Separadamente, o Financial Times informou que o Federal Reserve Bank de Nova York vendeu euros para comprar ienes em nome do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Pelo menos dois grandes bancos americanos receberam do Fed de Nova York pedidos para informar a cotação do iene em relação ao euro ao longo do dia, disseram à Bloomberg duas pessoas familiarizadas com o assunto. Separadamente, o ministro responsável pela estratégia de crescimento do Japão, Minoru Kiuchi, afirmou neste domingo que o governo intensificará, ao longo deste mês, o diálogo em duas vias com os mercados para fortalecer a confiança dos investidores em sua estratégia de crescimento. "A partir deste mês, pretendemos reforçar a comunicação em duas vias com os mercados", disse Kiuchi em um programa da emissora pública NHK, acrescentando que a perda de confiança elevaria as taxas de juros. Segundo ele, o governo explicará suas políticas "de forma consistente e transparente" para responder às preocupações do mercado, ao mesmo tempo em que reagirá de maneira adequada às mudanças nas condições econômicas. Initial plugin text

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Opep+ vai elevar produção de petróleo em setembro

Os principais integrantes da Opep+ chegaram a um acordo, em princípio, para promover um novo aumento simbólico de suas cotas de produção em setembro. A medida concluiria a retomada teórica da oferta interrompida em 2023 e daria margem ao grupo para adicionar mais barris ao mercado quando a guerra no Oriente Médio terminar. Sete membros liderados por Arábia Saudita e Rússia deverão concordar em elevar sua meta coletiva de produção em mais 188 mil barris por dia no próximo mês, segundo dois delegados antes de uma videoconferência marcada para este domingo. O grupo vem aumentando suas cotas mensalmente ao longo da guerra envolvendo o Irã, embora a oferta da região continue limitada pelo conflito. Embora o aumento tenha, por ora, caráter simbólico, ele poderá dar à Arábia Saudita maior flexibilidade para elevar sua produção quando os fluxos de petróleo provenientes do Golfo Pérsico voltarem ao normal, contribuindo para recompor os estoques globais, que estão reduzidos. O aperto na oferta provocado pelo conflito tem elevado os preços de combustíveis como gasolina e diesel, alimentando temores de uma nova aceleração da inflação. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste fim de semana que o país suspenderá novos ataques contra o Irã após a República Islâmica e outros países do Oriente Médio informarem que estão trabalhando para alcançar um acordo. Um eventual aumento da oferta por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados poderá contribuir para restabelecer o excedente temporário de oferta que surgiu durante o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã no mês passado — excesso de petróleo que alguns analistas projetam que volte a ocorrer ainda este ano. A saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep+, em maio, após anos de insatisfação com os limites de produção impostos pelo grupo, também alimentou especulações de que a organização poderá, no futuro, mergulhar em uma disputa por participação de mercado. Initial plugin text

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Mega-Sena de R$ 100 milhões: confira a partir das 11h deste domingo o resultado do concurso 3039

A Caixa Econômica Federal realiza às 11h deste domingo, no Espaço da Sorte, em São Paulo, o sorteio do concurso 3.039 da Mega-Sena. Acumulado, o prêmio principal está estimado em R$ 100 milhões. Move Brasil: Qual carro cabe no seu bolso? Calculadora do GLOBO simula parcela de cada modelo para motoristas de app e táxi Conta de luz: Bandeira tarifária permanece amarela em agosto, decide Aneel As apostas para o concurso foram encerradas às 22h de sábado nas casas lotéricas, no Portal Loterias Caixa e no aplicativo oficial da instituição. Já os bolões puderam ser registrados até as 10h45 deste domingo, 15 minutos antes do início do sorteio. O público pode acompanhar os sorteios através de transmissão ao vivo pelas redes sociais da instituição e pelo portal g1. A aposta simples da Mega-Sena, com seis dezenas, custa R$ 6. Além do prêmio principal para quem acertar os seis números, a modalidade também paga prêmios para apostas com cinco (quina) e quatro (quadra) acertos. Outra opção é o Bolão Caixa, modalidade que permite dividir o custo da aposta e, em caso de premiação, o valor recebido entre os participantes. Na Mega-Sena, o bolão tem preço mínimo de R$ 18, com cotas a partir de R$ 6. Os maiores prêmios da história da Mega-Sena Os dez maiores prêmios já pagos pela Mega-Sena foram: Concurso 2.525 (1º/10/2022) — R$ 317.853.788,54 Concurso 2.150 (11/5/2019) — R$ 289.420.865,00 Concurso 2.237 (27/2/2020) — R$ 211.652.717,74 Concurso 2.795 (9/11/2024) — R$ 207.460.095,00 Concurso 2.696 (5/3/2024) — R$ 206.475.189,75 Concurso 1.764 (25/11/2015) — R$ 205.329.753,89 Concurso 1.772 (22/12/2015) — R$ 197.377.949,52 Concurso 2.464 (19/3/2022) — R$ 189.381.872,36 Concurso 2.745 (4/7/2024) — R$ 162.788.325,19 Concurso 2.979 (3/3/2026) — R$ 158.039.482,13

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‘Pompeia: Além do Tempo com Tom Hiddleston ’: série da Disney+ escapa do lugar comum, mas exagera no didatismo

Clica aqui pra me seguir no Instagram e comentar a série comigo Tom Hiddleston fez sucesso no streaming este ano estrelando a segunda temporada de “O gerente noturno” (leia sobre ela aqui). Agora, está de volta ao ar em “Pompéia: Além do tempo”. Na série documental em três episódios lançada com pompa pela Disney+, o ator mostra uma faceta nova para o público: o conhecimento adquirido na Universidade de Cambridge, onde se formou em estudos antigos gregos e romanos. Seu domínio do tema é evidente. Isso se reflete em tudo nessa produção e atribui ao resultado um charme e uma temperatura particulares. Hiddleston está longe de ser um diletante e não se limita a apresentar. A paixão dele pelo assunto faz a diferencia nesse formato. Tom Hiddleston em Pompeia divulgação A série busca oferecer um ponto de vista original sobre uma tragédia conhecida: a destruição de Pompeia e Herculano. As cidades vizinhas na (hoje) região do Golfo de Nápoles foram soterradas em 79 d.C., quando o Vesúvio entrou em erupção. Só no século XVIII, elas foram redescobertas. As escavações começaram movidas pelo espírito de pilhagem. Com o tempo e a profissionalização da Arqueologia, a exploração ganhou caráter científico. Por causa da camada de cinzas, foi possível reconstituir até mínimos aspectos cotidianos, mesmo depois de mais de 2 mil anos. Pompeia e Herculano preservaram edifícios, grafites, cardápios, propaganda política, utensílios domésticos, mosaicos etc. Essa cápsula do tempo encanta milhares de turistas do mundo todo. Hiddleston estabelece conexões pessoais com os acontecimentos. Ele começa abrindo registros íntimos. Mostra fotos de 1998, quando tinha 17 anos e fez uma viagem à região da Campânia, na Itália, com dois amigos. O que era para ser só uma farra de férias mexeu profundamente com o então adolescente. Ele ficou marcado especialmente pela visão dos moldes dos mortos, em exposição em Pompeia. Tom Hiddleston em Pompeia divulgação Na série, o ator/apresentador busca a escala humana dentro de uma catástrofe de dimensões imensas. Ele ouve especialistas de várias áreas (arqueólogo, psicólogo, geólogo etc). E tenta determinar o que teria se passado com três sobreviventes da erupção. A narrativa acompanha um adolescente, aprendiz de ferreiro; uma empresária, dona de um spa, e um soldado. São figuras que existiram, mas o documentário mistura informação a doses generosas de imaginação. A série avança alimentada ainda por entrevistas e apoiada por efeitos especiais. Hiddleston se coloca como uma espécie de detetive da História. Há dois pontos fracos em especial. O primeiro é o docudrama. O recurso raramente enriquece as produções documentais — ao contrário, ele destaca a incapacidade de contar acontecimentos de alguma maneira menos literal. O outro é o didatismo exagerado. No mais, “Pompéia: Além do tempo” é séria, simpática e cheia de curiosidades. Merece a sua atenção. PS: Para quem ainda não assistiu, “Cabo do Medo” termina tão boa quanto começou. Tem crítica aqui.

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Ex-Narizinho do 'Sítio do Picapau amarelo', Lara Rodrigues fala da chegada do programa ao Globoplay, da carreira como diretora e da maternidade

Lara Rodrigues viveu Narizinho na segunda versão de "O sítio do picapau amarelo", que acaba de chegar ao catálogo do Globoplay. Ela conta que se surpreendeu com a repercussão do retorno da atração: Entrevista: Enzo Celulari fala da carreira como produtor de cinema e da família E mais: Yohama Eshima fala da possibilidade de romance entre Elza e Otoniel em 'Quem ama cuida' e da maternidade atípica — Eu não sabia de nada, estava vivendo a minha vida e o Instagram começou a pipocar. Logo depois vi que o programa tinha entrado no Globoplay. Está sendo muito divertido, vi vídeos engraçadíssimos das pessoas fazendo comentários e memes. O "Sítio" ficou muito tempo indisponível. Atualmente com 35 anos, Lara tinha 10 quando estreou no seriado. Ela comenta como foi lidar com a exposição pública na época: — Ficar famosa é a coisa mais esquisita de todas. Um dia você é uma pessoa normal e no outro te reconhecem na rua. Eu lembro da estranheza de não ser mais anônima. Mas virar atriz foi muito natural, eu sempre gostei e pedia para a minha mãe para fazer curso de teatro. Apesar da carga horária grande de um programa diário, era muito lúdico e divertido. Brincávamos com as fantasias e corríamos pelo espaço. Sobre os colegas de elenco, a atriz diz que eles não mantêm um contato frequente, mas guardam muito carinho entre si: — Éramos crianças, não tínhamos o controle das relações como temos quando somos adultos. Mas toda vez que esbarro em qualquer situação com as pessoas que fizeram parte dessa história, como a Isabelle Drummond, o César Cardadeiro e o Cândido Damm, é uma festa. Tenho um carinho enorme por todos eles. A minha mãe fala com a mãe da Isabelle mais do que eu falo com a própria Isabelle. Existe esse lugar de termos sido crianças juntas. Mais de uma década afastada da TV como atriz, ela continua ativa no audiovisual, mas acabou migrando para a direção. Ela é dona de uma produtora: — Por ser atriz, comecei a me interessar pelos bastidores. O caminho para a direção foi muito natural. Hoje tenho uma produtora e trabalho mais com publicidade do que com dramaturgia. A direção de atores é a parte que eu mais gosto e onde mais me encontro. Comecei a migrar para trás das câmeras ainda muito nova, com uns 18 anos. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Lara se tornou mãe de Tom há um ano e seis meses. O menino é fruto do seu relacionamento com o cinegrafista Lui Azevedo. Ela conta como a maternidade mudou a sua vida: — Eu amo ser mãe. É aquela montanha-russa maluca, mas ao mesmo tempo é encantador. Ele está na fase de aprender a falar e se encantar com tudo pela primeira vez. É mágico e muito cansativo. Eu faço questão de estar com o meu filho, então organizo toda a minha agenda para poder ser mãe também. No audiovisual e na publicidade as diárias são longas, mas dou um jeito de estar presente todo dia. Tem sido a maior e melhor loucura da minha vida. Tenho vontade de ter mais um filho. Sei do trabalho que dá e que com dois a dinâmica muda completamente, mas está nos planos. Relembre ex-atores e apresentadores mirins que já têm filhos Initial plugin text

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Polícia espanhola calcula 73.500 saídas de Ceuta e confirma 71 mortos

Cerca de 73.500 pessoas que entraram ilegalmente em Ceuta já deixaram a cidade desde quinta (30), estimaram as Forças de Segurança do Estado da Espanha à agência EFE neste domingo (2). Já o número de mortos retirados do mar subiu para 71, vítimas estas que se afogaram na tentativa de migrar para a Espanha. As autoridades acreditam que, dentre os migrantes que saíram do território espanhol, estão não apenas aqueles que chegaram em massa nos últimos dias, mas também outros que já estavam há mais tempo ou entraram e saíram diversas vezes na semana passada de Ceuta, uma cidade autônoma de cerca de 83 mil habitantes. As primeiras estimativas do governo espanhol apontavam que 50 a 60 mil pessoas teriam chegado ao enclave ilegalmente entre quinta e sexta. No entanto, mais de 48 mil voltaram espontaneamente ao Marrocos só até o fim do dia de sexta, de acordo com dados oficiais obtidos pela agência Lusa. Eles teriam sido motivados pela pressão de militares enviados pelo governo espanhol ao enclave e pelo anúncio de um acordo de repatriação rápida firmado entre Marrocos e Espanha – o que implicaria em consequências legais ou práticas para os migrantes apreendidos. A Guarda Civil da Espanha instalou ainda uma barreira pneumática de 500 m, para aumentar a vigilância na área. Initial plugin text Por isso, uma pequena parte dos grupos que chegaram nos últimos dias segue acampada nas praias, exausta e com fome, aguardando asilo das autoridades espanholas, apontou o jornal The New York Times. A maioria dos que ficam não é marroquina, mas sim vinda de outros países da África Subsaariana, cujas regiões são afetadas por miséria No momento, Ceuta também não possui infraestrutura para atender ao grande fluxo de imigrantes: não havia comércios ou bares abertos para a compra de comida nos últimos dois dias, segundo a EFE. Por isso, uma pequena parte dos grupos que chegaram nos últimos dias segue acampada nas praias, exausta e com fome, aguardando asilo das autoridades espanholas, apontou o jornal The New York Times. A maioria dos que ficam não é marroquina, mas sim vinda de outros países da África Subsaariana, cujas regiões são afetadas por miséria, perigosas epidemias ou guerras.

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Número de mortos pelos incêndios na Grécia aumenta à medida que as chamas se alastram

Enquanto a Grécia enfrenta, neste domingo, múltiplas frentes e um crescente número de danos em razão dos incêndios florestais que devastaram extensas áreas de floresta e terras agrícolas, o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis alerta para dias "extremamente difíceis" pela frente. Mitsotakis disse que a Grécia enfrentou "condições climáticas e ventos extremos" que frequentemente atingiam 100 quilômetros por hora. — Quando os ventos sopram com tanta força, nem mesmo as dezenas de aeronaves que temos à nossa disposição conseguem operar com segurança — escreveu ele no Facebook. — Há momentos em que a natureza e a intensidade dos fenômenos meteorológicos superam qualquer planejamento humano e qualquer capacidade operacional. Incêndios na Grécia Angelos TZORTZINIS /AFP Incêndios na Grécia Angelos TZORTZINIS /AFP Quase 500 bombeiros combatiam incêndios nos arredores da popular vila costeira de Porto Germeno, a cerca de 70 quilômetros (45 milhas) a noroeste de Atenas, informou o corpo de bombeiros. Eles estavam tentando impedir que o fogo se aproximasse dos arredores da zona oeste de Atenas, depois que ele escalou uma montanha durante a noite. Cerca de 100 bombeiros combatiam outro incêndio em Aigialia, no norte do Peloponeso. Um novo incêndio deflagrou no final da noite de sábado na ilha de Cefalônia, no Mar Jônico. O serviço de monitoramento climático do Observatório Nacional, meteo.gr, afirmou que as primeiras estimativas indicam que mais de 6.500 hectares (16.000 acres) foram queimados em incêndios distintos no Golfo de Corinto, que também atingiram Porto Germeno. Porto Germeno e outras aldeias foram evacuadas quando o incêndio começou na sexta-feira, mas as autoridades locais afirmam que dezenas de casas foram danificadas ou destruídas. "Não conseguíamos acreditar no que estávamos vendo, o fogo se alastrou extremamente rápido", disse Nikos Georgopoulos, do laboratório de gestão florestal da Universidade Aristóteles de Tessalônica. "Porto Germeno teve um pequeno incêndio há três anos. Agora as chamas voltaram a devastá-la", disse ele à emissora estatal ERT. 'Megafire' No início desta semana, incêndios nas ilhas de Creta e Paros afetaram mais 6.000 hectares, segundo informações meteorológicas. Mas Theodore Giannaros, meteorologista especializado em incêndios florestais e pesquisador sênior do Observatório Nacional, afirmou que os incêndios em torno de Porto Germeno parecem ter afetado uma área de mais de 10.000 hectares – quase o dobro da estimativa inicial. "Infelizmente, é muito provável (senão quase certo) que este incêndio florestal em particular seja classificado como um mega incêndio", escreveu Giannaros no Facebook. Os bombeiros têm enfrentado dezenas de incêndios diariamente e o Ministro da Proteção Civil da Grécia, Evangelos Tournas, afirmou no sábado que o corpo de bombeiros foi "levado ao limite". Ventos com força de vendaval criaram "condições extremamente difíceis, resultando em muitos casos em que as aeronaves não conseguem captar água ou realizar lançamentos devido à turbulência extrema", disse Tournas. Embora os ventos tenham diminuído no final do sábado, a região metropolitana de Atenas, bem como as cidades vizinhas de Voiotia e da ilha de Evia, permaneceram sob risco máximo de incêndio no domingo, segundo informou o Ministério da Proteção Civil. Duramente atingida pela crise climática, assim como o resto da região do Mediterrâneo, a Grécia sofre com incêndios florestais todos os verões devido às altas temperaturas, ondas de calor frequentes e secas. Matéria em atualização.

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Aula de yoga reunirá mulheres em meio à natureza na Floresta da Tijuca

Contato direto com o verde, controle de respiração e muito foco. O Yoga na Floresta, idealizado pela professora de ioga e mentora feminina Thamy Luz, reunirá mulheres neste domingo (2) na Floresta da Tijuca para uma manhã de práticas de ioga, meditação, ensinamentos, mantras e conexão com a natureza. Cine Arte UFF: Livro ‘Mariestro’ resgata trajetória do músico e artista plástico niteroiense Mario Travassos Qualidade de vida: Shopping Leblon lança plataforma de bem-estar com benefícios exclusivos Realizada na Clareira Tai Chi, no Parque Nacional da Tijuca, a vivência propõe uma pausa na rotina para mulheres que desejam desacelerar e fortalecer a relação consigo mesmas. A programação, das 8h30 ao meio-dia, inclui momentos de meditação, prática de ioga, entoação de mantras e reflexões sobre desenvolvimento humano e um piquenique colaborativo entre as participantes. Segundo Thamy, a proposta surgiu da percepção de que muitas mulheres enfrentam jornadas marcadas por excesso de estímulos, cobranças e desconexão com o próprio corpo. — A natureza tem uma capacidade única de nos lembrar quem somos quando deixamos de desempenhar papéis e simplesmente existimos. O Yoga na Floresta é um convite para que a mulher se reencontre com sua essência e fortaleça a relação mais importante da sua vida, a relação consigo mesma — afirma. Criado em 2019, o projeto reúne mensalmente mulheres de diferentes idades e histórias em encontros ao ar livre, sempre com um tema voltado ao autoconhecimento. As atividades buscam estimular um olhar mais atento para as relações, os ciclos da vida e os desafios cotidianos, em um ambiente voltado para a escuta e o fortalecimento da autoestima. Além das práticas corporais, a experiência incentiva a formação de uma rede de apoio entre as participantes. As inscrições para a edição de amanhã são feitas pela plataforma Sympla, com ingressos a partir de R$ 72. A entrada para a Clareira Tai Chi é pela Praça Afonso Viseu, no Alto. Initial plugin text

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'Ted Lasso' e 'Cem anos de solidão': as estreias no streaming na semana de 2/8 a 8/8; veja trailers

Hora de se concentrar na Copa do Mundo Feminina de Futebol, que acontece no Brasil no ano que vem. Quem comanda o aquecimento é Ted Lasso, o técnico mais famoso da ficção, que volta ao Apple TV com a quarta temporada da comédia batizada com o nome do personagem. Os dois primeiros episódios estreiam na quarta-feira — a cada semana, mais um novo, até 7 de outubro. Série argentina 'Meu querido zelador' vai virar filme brasileiro com Matheus Nachtergaele e Gregório Duvivier Ted Lasso (Apple TV, a partir de 5/8) Originalmente um “coach” de futebol americano que vai para Inglaterra treinar o fracassado clube AFC Richmond, Ted passou três temporadas aprendendo sobre o esporte e espalhando seu indefectível otimismo (“believe”, “acredite” em português, aliás, é o mantra dele). Se a missão parecia cumprida em 2023, quando a série teoricamente havia terminado, agora Ted (Jason Sudeikis, também um dos criadores da produção) retoma os trabalhos na Europa com a divisão feminina. Alice (Tanya Reynolds) divide os trabalhos com ele e seu assistente, Coach Beard (Brendan Hunt), que volta às telas com a dona do time, Rebecca (Hannah Waddingham) e o craque aposentado Roy Kent (Brett Goldstein). Cem anos de solidão (Netflix, a partir de 5/8) Depois de uma elogiada primeira temporada, a adaptação do clássico do realismo mágico do colombiano Gabriel García Márquez volta às telas para terminar a saga da família Buendía. A mítica Macondo passa por transformações profundas, mas a paz ainda está longe. O episódio final entra no ar no dia 26 de agosto. Gatos de Rua, de Ricky Gervais (Netflix, a partir de 7/8) O comediante britânico Ricky Gervais, criador da versão original de “The office”, é o roteirista e um dos dubladores desta animação adulta sobre gatos de rua. De variados tipos e origens, eles vagam por aí filosofando sobre a vida e o mundo. A produção promete misturar “emoção à crítica social”. Sterling point (Prime video, a partir de 5/8) Criada em Nova York com seu irmão gêmeo e pai adotivo, Annie (à direita, a atriz Ella Rubin, do filme “Anora”) vê sua vida mudar quando ela herda um espaço do avô numa misteriosa ilha do Canadá. Lá, encontra novos amigos e um amor, além de descobrir histórias da família nunca reveladas. Lioness (Paramount+, a partir de 2/8) O trabalho de Joe McNamara (Zoe Saldaña) em recrutar agentes secretos para missões da divisão Lioness, da CIA, durante as guerras do Iraque e Afeganistão, continua nesta terceira temporada. Agora, ela começa a compartilhar melhor com a família detalhes de seu ofício. Nicole Kidman segue na série como Kaitlyn Meade, supervisora de Joe.

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Niterói promove evento que antecipa debates do Rio Innovation Week

O Teatro Popular Oscar Niemeyer recebe, nesta segunda-feira (3), o Niterói Innovation Experience, evento gratuito que antecipa as discussões do Rio Innovation Week 2026, que será realizado de terça (4) a sexta-feira (7) no Píer Mauá, na Zona Portuária do Rio. A programação reunirá gestores públicos, empresários, empreendedores, estudantes e representantes do ecossistema de inovação para debates sobre tecnologia, cidades inteligentes e novas economias. Preso por estupro: Assessor de vereador teve passagem por comissão de Direitos Humanos da Câmara de Niterói Eleições 2026: Convenção confirma candidaturas do PDT em Niterói A abertura está marcada para as 9h30 e contará com a participação do prefeito Rodrigo Neves; da secretária municipal da Mulher, Thaiana Ivia; do secretário Executivo, Felipe Peixoto; e do secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rodrigo Ramalho. O principal destaque da programação será a palestra “O profissional do futuro”, às 10h, com Michelle Schneider, especialista em transformação digital, inteligência artificial e futuro do trabalho. A apresentação abordará os impactos da inteligência artificial nas carreiras, na liderança e nas organizações, além das competências consideradas essenciais para acompanhar as transformações provocadas pelas novas tecnologias. Inspirada em seu livro homônimo, a palestra apresenta quatro pilares para esse cenário: mente inovadora, letramento tecnológico, inteligência emocional e saúde mental. A proposta é discutir como profissionais e empresas podem se adaptar às mudanças e desenvolver uma relação de parceria com a inteligência artificial. — A palestra está dividida em três partes. Na primeira, faço um panorama sobre as revoluções do trabalho e os próximos passos da inteligência artificial. Depois, abordo como essas transformações devem impactar o mercado de trabalho. Na terceira parte, falo sobre como podemos nos preparar para esse futuro, desenvolvendo habilidades essenciais para um cenário que ainda é cercado por muitas incertezas — adianta Michelle. Ao tratar dos impactos da inteligência artificial nas carreiras, a palestrante explica que apresenta dados e estudos, mas a principal mensagem é que ninguém consegue afirmar com precisão como será o futuro do trabalho nem qual será, de fato, o impacto da IA sobre as profissões. — Mais importante do que tentar prever esse cenário é desenvolver competências que permitam às pessoas se adaptar às mudanças. Para falar dessa preparação, eu me inspiro em um estudo do Fórum Econômico Mundial sobre as dez habilidades mais relevantes para os profissionais — detalha a palestrante. Networking Promovido pela prefeitura de Niterói em parceria com o Rio Innovation Week, o evento também terá espaço para networking entre os participantes. Com o tema “Simbiose”, a conferência no Píer Mauá reforça a importância da integração entre pessoas, cidades, negócios, conhecimento e tecnologia para impulsionar a inovação e o desenvolvimento sustentável. O Niterói Innovation Experience antecipa essa discussão ao promover um espaço de troca de experiências e conexões entre diferentes setores. — O sucesso da primeira edição mostrou que Niterói está preparada para protagonizar o debate sobre inovação no setor público. Este ano, o Niterói Innovation Experience reafirma nosso compromisso de conectar pessoas, conhecimento e tecnologia para transformar ideias em políticas públicas que melhoram a vida da população. Ao abrir, mais uma vez, as discussões que depois ganham dimensão global no Rio Innovation Week, Niterói fortalece seu papel como referência nacional na construção das cidades inteligentes do futuro — destacou o secretário Executivo, Felipe Peixoto.

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Membros de conselho da Fifa 'se rebelam' e pedem reunião urgente para questionar liderança de Infantino

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, pode estar com os dias contados à frente da organização, apontou uma investigação do jornal britânico The Guardian. Membros do conselho da entidade "se rebelaram" contra a liderança do suíço-italiano e já se preparam para convocar uma reunião extraordinária em que seu cargo seria colocado em xeque. O estopim para a crise não foi, porém, o plano de Infantino de vender cotas de participações em ativos comerciais da Copa do Mundo, altamente criticado por outras organizações do futebol, como a Uefa e a Conmebol. De acordo com fontes ouvidas pelo Guardian, já havia uma mobilização interna para convocar a reunião desde que a suspensão do centroavante americano Folarin Balogun foi anulada durante a disputa pela taça. Antes do escândalo das cotas, a intenção dos membros "rebeldes" seria pedir uma revisão desta decisão atípica, que poderia ter favorecido os EUA durante a Copa, e teria sido motivada por uma série de ligações telefônicas do presidente americano – de quem Infantino é muito próximo. O Conselho da Fifa é composto de 28 representantes de seis confederações, além de oito vice-presidentes e do próprio Infantino. Segundo o jornal britânico, o número de insatisfeitos com o atual presidente já tinha dois dígitos antes de Infantino sugerir a venda de 20% de uma nova empresa que operaria a Copa do Mundo para a Thrive Capital, empresa de investimento fundada por Joshua Kushner, o irmão caçula do genro de Trump, Jared Kushner. As regras da própria Fifa exigem a concordância de, pelo menos, 50% de seu conselho para convocar uma reunião extraordinária – ou seja, a mobilização precisa incluir 19 dos seus 37 conselheiros, uma realidade que pode não estar distante. Os conselheiros insatisfeitos com Infantino já planejavam usar a reunião para exigir sua renúncia caso ele se recusasse a sancionar uma revisão independente da decisão sobre a suspensão de Balogun. Na ocasião, a Federação Norueguesa de Futebol já havia feito uma queixa formal para o Comitê Olímpico Internacional alegando que a Fifa teria violado regras de neutralidade política e se curvado à vontade de Trump. Na ocasião, a Fifa insistiu que seguiu todo o procedimento devido e que a decisão foi feita de maneira independente por seu comitê de ética, mas não há ainda documentação oficial e pública da audiência que teria culminado nesta decisão. O desgaste da imagem de Infantino, desde então, só se acentuou. Resta aguardar se a maioria será formada para expulsar o presidente do comando da Fifa.

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Os 'sem torcida' iguala Flamengo em pesquisa sobre torcedores de clubes; entenda

Enquanto o Flamengo manteve a liderança entre as maiores torcidas do Brasil, outro dado da mais recente pesquisa Datafolha chamou atenção: o grupo de brasileiros que afirma não torcer para nenhum clube alcançou exatamente o mesmo percentual do rubro-negro. Segundo o levantamento, 22% dos entrevistados disseram não ter um time de preferência — índice idêntico ao dos flamenguistas, que lideram o ranking nacional. O percentual coloca os chamados "sem torcida" à frente de qualquer outro clube do país. O Corinthians, segundo colocado na pesquisa, aparece com 14% da preferência nacional. Palmeiras (7%), São Paulo (6%), Cruzeiro (4%), Vasco (3%) e Grêmio (3%) completam as primeiras posições. O levantamento revela ainda diferenças importantes entre homens e mulheres. Entre elas, 29% afirmaram não torcer para nenhum clube, mais que o dobro do registrado entre os homens, onde o índice é de 13%. O Flamengo lidera em ambos os grupos, com 24% da preferência masculina e 20% da feminina. Embora o futebol continue sendo o esporte mais popular do país, o dado mostra que uma parcela significativa da população não mantém vínculo com nenhum clube. O percentual dos "sem torcida", por exemplo, supera a soma das torcidas de Palmeiras e São Paulo (13%) e também é maior que a soma de Cruzeiro, Vasco e Grêmio (10%). Na pesquisa, o Flamengo aparece isolado na liderança, com 22%, seguido pelo Corinthians, com 14%. Depois vêm Palmeiras (7%), São Paulo (6%), Cruzeiro (4%), Vasco (3%), Grêmio (3%), seleção brasileira (2%), Atlético-MG (2%), Internacional (2%), Santos (2%) e Fluminense (2%). Bahia, Botafogo, Vitória, Athletico-PR, Sport e Remo registraram 1% cada. O Datafolha ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios brasileiros nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Apesar de o grupo dos brasileiros sem clube igualar o Flamengo em termos percentuais, a comparação não significa que ambos ocupem a mesma posição no ranking. O índice de 22% dos que afirmam não torcer por nenhum time funciona como um retrato do distanciamento de parte da população em relação aos clubes de futebol, enquanto a lista de torcidas considera apenas aqueles que declaram preferência por uma equipe.

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Com quem fica a herança quando os filhos tiram os sobrenomes dos pais? Entenda

Há poucas semanas, em julho, dois "casos de família" ganharam o mundo: Suri, filha de Tom Cruise e Katie Holmes, e Vivienne, filha de Brad Pitt e Angelina Jolie, retiraram os seus sobrenomes paternos. Nesses casos, as duas ainda têm direito à herança dos pais? Veja: Ney Matogrosso faz 85 anos e recebe mensagens de amigos: 'O Brasil te ama' Entenda: Massive Attack é banido de Singapura após exibição de bandeira da Palestina em show no país A reposta mais simples e objetiva é sim, elas ainda têm direito à herança deles. Sem o sobrenome dos pais, esse direito não é perdido automaticamente. Na Flórida e na Califórnia, onde Tom Cruise e Brad Pitt moram, respectivamente, o que vale quando se fala de herança é o testamento. Suri Noelle Katie Holmes e Tom Cruise com a filha, Suri Timothy a. Clary/AFP A jovem de 20 anos deixou de usar o sobrenome Cruise e passou a adotar legalmente Suri Noelle, utilizando como sobrenome o nome do meio da mãe. A mudança veio à tona após Suri aparecer registrada para votar no estado da Pensilvânia, onde cursa teatro musical na Universidade Carnegie Mellon, com o novo nome. Como o cadastro eleitoral nos Estados Unidos exige o uso do nome legal, a alteração indica que a troca já foi oficializada. De acordo com o site Page Six, não há registros da mudança de nome na Pensilvânia, o que sugere que o processo tenha sido concluído anteriormente em Nova York, estado onde Suri viveu com a mãe desde o divórcio dos pais. Tom Cruise e Katie Holmes iniciaram o relacionamento em 2005 e tiveram Suri no ano seguinte. O casamento chegou ao fim em 2012, quando a atriz pediu o divórcio alegando diferenças irreconciliáveis. Desde então, Katie ficou com a guarda da filha. Filha 'ignorada' por Tom Cruise durante entrevista, Suri Noelle perdeu pensão de R$ 2,2 milhões no ano passado Getty Images/Reprodução A última aparição pública de Tom Cruise ao lado de Suri ocorreu justamente em 2012. Segundo a imprensa americana, pai e filha não mantêm contato há mais de dez anos. O distanciamento costuma ser associado à ligação do ator com a Igreja da Cientologia. Em entrevistas anteriores, o jornalista investigativo Tony Ortega, especialista na organização religiosa, afirmou que, após o divórcio, Katie Holmes passou a ser considerada uma "pessoa supressiva" pela igreja, enquanto Suri seria vista como uma "potencial fonte de problemas", o que poderia explicar o afastamento. Apesar da ausência do pai, Suri seguiu os passos da família artística. Atualmente, ela estuda teatro musical na Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, e mantém uma vida discreta, longe dos holofotes de Hollywood. Vivienne Marcheline Jolie Angelina Jolie com Shiloh, Zahara, Vivienne, Maddox e Knox em 2021 OLGA AKMEN/AFP A decisão de Vivienne de retirar oficialmente o sobrenome do pai dos documentos reacendeu a atenção sobre o rompimento entre Brad Pitt e os filhos. A jovem, que completou 18 anos neste ano, seguiu o caminho adotado por outros irmãos e pediu à Justiça de Los Angeles autorização para passar a usar apenas o sobrenome materno. O caso, porém, é mais um capítulo de um distanciamento familiar que se arrasta desde a separação de Brad Pitt e Angelina Jolie, em 2016. Segundo documentos obtidos pela revista "People" e pelo portal "TMZ", Vivienne solicitou que seu nome legal passe a ser Vivienne Marcheline Jolie. No processo, a justificativa apresentada para a mudança foi descrita apenas como um motivo "pessoal". A audiência que analisará o pedido está marcada para 2 de novembro. Na prática, a jovem já havia deixado de utilizar o sobrenome do pai em compromissos profissionais. Em 2024, ao trabalhar como produtora do musical "The Outsiders", vencedor do Tony Awards, ela foi creditada apenas como Vivienne Jolie. Angelina Jolie e Brad Pitt, com os filhos, durante o casamento, em 2014 Divulgação Vivienne não é a primeira filha do ex-casal a tomar essa decisão. Em 2024, Shiloh conseguiu autorização judicial para remover "Pitt" do nome logo após completar 18 anos. Desde então, passou a se apresentar como "Shi" em projetos ligados à dança. Zahara, de 21 anos, também iniciou o processo para oficializar a mudança e aguarda uma audiência. O movimento começou ainda antes. Maddox, hoje com 24 anos, já havia deixado de usar o sobrenome paterno em trabalhos profissionais, assinando apenas como Jolie nos créditos do filme Couture, em que atuou como assistente de direção. Dos seis filhos de Brad Pitt e Angelina Jolie, apenas Knox, irmão gêmeo de Vivienne, e Pax, de 23 anos, ainda mantêm oficialmente o sobrenome do ator. De acordo com o "TMZ", Pax também seria o único entre os irmãos a preservar algum nível de contato com o pai.

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Conheça 10 maneiras simples e comprovadas de reduzir sua exposição a poluentes em casa

A vida moderna nos expõe a uma ampla variedade de substâncias. Embora a maioria das exposições ocorra em níveis baixos, pesquisadores como eu estão cada vez mais interessados nos possíveis efeitos cumulativos de determinadas substâncias químicas. Entre elas estão compostos sintéticos, poluentes do ar em ambientes internos e microplásticos, que podem interferir nos nossos sistemas hormonais e de desenvolvimento. Os cientistas ainda investigam os efeitos combinados de diferentes substâncias químicas e os efeitos cumulativos que elas podem ter sobre a saúde ao longo do tempo. Consequentemente, muitos especialistas recomendam uma abordagem de precaução quando isso for prático e possível. Assim, quando um ingrediente químico apresenta um risco plausível de causar danos graves, medidas de proteção podem ser justificadas mesmo antes de haver uma comprovação científica definitiva de seus efeitos nocivos. A poluição costuma ser percebida como algo que está “lá fora”. No entanto, o ambiente interno oferece mais oportunidades para reduzir a exposição a substâncias químicas associadas a uma série de doenças e condições. Entre elas estão câncer, diabetes, obesidade, neurodivergência e doenças cardíacas. Muitas substâncias químicas encontradas em produtos domésticos foram identificadas como desreguladores endócrinos, e as pesquisas continuam investigando seus possíveis efeitos sobre a saúde reprodutiva, o desenvolvimento e a menopausa precoce. Portanto, se você está tentando engravidar, fazendo tratamento de fertilidade, está grávida, passando pela perimenopausa ou amamentando, estas orientações podem ser especialmente relevantes. O termo “detox” costuma estar associado a dietas restritivas, suplementos caros e tendências de bem-estar que prometem limpar o organismo de substâncias tóxicas. Mas, em vez de se concentrar em intervenções radicais de desintoxicação, é possível reduzir a exposição desnecessária a contaminantes ambientais seguindo algumas medidas simples e comprovadas. Reduzir a exposição ambiental não exige grandes mudanças no estilo de vida. Pequenos hábitos cotidianos podem ajudar a criar um ambiente doméstico mais saudável. 1. Abra as janelas Abra as janelas todos os dias, a menos que elas estejam voltadas para uma rua movimentada. Uma boa ventilação pode ajudar a reduzir o acúmulo de poluentes do ar em ambientes internos. 2. Lave os alimentos frescos Lave frutas e verduras cuidadosamente, especialmente os produtos cultivados de maneira convencional. Enxágue os alimentos frescos com água ou deixe-os brevemente de molho em uma solução diluída de bicarbonato de sódio para remover parte dos resíduos de pesticidas presentes na superfície. 3. Use produtos de limpeza suaves Produtos químicos de limpeza, como água sanitária ou desinfetantes, foram criados para ambientes onde são realizados procedimentos que exigem cuidados especiais, como hospitais — não para nossas casas. Use sempre luvas, abra uma janela e evite respirar diretamente os vapores, pois alguns produtos de limpeza podem irritar a pele, os olhos e o sistema respiratório. Quando apropriado, considere usar alternativas mais suaves ou soluções de limpeza à base de água, como vinagre em superfícies engorduradas. 4. Evite fragrâncias sintéticas Muitas fragrâncias sintéticas, incluindo aromatizadores de ambiente, produtos elétricos de tomada, amaciantes de roupas e sprays desodorizantes, contêm substâncias químicas como parabenos e ftalatos. Estudos levantaram preocupações sobre os possíveis efeitos à saúde da exposição prolongada a determinados ingredientes de fragrâncias, especialmente em espaços fechados, como carros. 5. Reduza o uso de plásticos Os microplásticos são amplamente estudados por seus possíveis danos à saúde. Reduza sua exposição substituindo, quando possível, tábuas de corte de plástico por tábuas de madeira tratadas com óleo. Comprar alimentos frescos a granel, sem embalagens plásticas, também ajuda a reduzir o risco de exposição a microplásticos. 6. Tire o pó com um pano úmido A poeira doméstica pode conter uma mistura de partículas, alérgenos e contaminantes ambientais. Basta usar um pano úmido para tirar o pó regularmente. Um estudo de 2025 também constatou que os participantes que aspiravam a casa regularmente reduziram o acúmulo de poeira e de outros poluentes presentes em ambientes internos. 7. Simplifique sua rotina de beleza Considere se uma rotina de beleza complexa, com várias etapas, é realmente necessária. Produtos de cuidados pessoais podem conter uma ampla variedade de ingredientes sintéticos e tóxicos, e algumas pessoas podem se beneficiar da simplificação da rotina, especialmente se apresentarem irritação ou sensibilidade na pele. O óleo de coco, por exemplo, pode ser usado como alternativa ao produto de limpeza facial e ao hidratante. 8. Cozinhe com cuidado Ao cozinhar, sempre ligue o exaustor do fogão ou abra uma janela. O preparo dos alimentos pode liberar partículas e gases que podem afetar a qualidade do ar em ambientes internos. 9. Armazene em potes de vidro Evite usar plásticos reciclados para armazenar alimentos, pois eles são menos regulamentados, especialmente os plásticos pretos, que são comumente produzidos a partir de resíduos de equipamentos elétricos e, consequentemente, podem conter substâncias químicas que não deveriam entrar em contato com nossos alimentos, como retardantes de chama. Sempre que possível, use recipientes de metal, cerâmica ou vidro. 10. Ajude seu organismo a eliminar toxinas A prática regular de exercícios e atividades que promovem a transpiração, como o uso de sauna, também pode contribuir para alguns dos processos naturais do organismo de eliminação de substâncias químicas tóxicas. De modo geral, procure estar atento ao que você respira, aplica sobre a pele e consome. Para ajudar os consumidores a escolher produtos com menor toxicidade, aplicativos como Detox Me e Think Dirty podem ser recursos úteis. Menos é mais: use menos produtos, simplifique sua rotina e preste atenção ao que leva para dentro de casa. Muitas vezes, reduzir produtos desnecessários pode ajudar a “limpar” sua carteira, o meio ambiente e seu organismo. * Becky Underwood é doutoranda em Geografia Humana na Universidade de Aberystwyth. * Este artigo foi republicado de The Conversation sob licença Creative Commons. Leia o artigo original.

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Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 100 milhões neste domingo

A Caixa Econômica Federal realiza, neste domingo, às 11h, no Espaço da Sorte, em São Paulo, o sorteio do concurso 3.039 da Mega-Sena, com um prêmio estimado de R$ 100 milhões. Move Brasil: Qual carro cabe no seu bolso? Calculadora do GLOBO simula parcela de cada modelo para motoristas de app e táxi Conta de luz: Bandeira tarifária permanece amarela em agosto, decide Aneel Com a mudança no dia de sorteios de todas as loterias, os horários das apostas também foram modificados. As apostas simples puderam ser efetuadas somente até as 22h do sábado, por meio das unidades lotéricas, do Portal Loterias CAIXA e do aplicativo Loterias CAIXA. Já os bolões terão até as 10h45 deste domingo para serem realizados, isto é, quinze minutos antes do início dos sorteios. O público pode acompanhar os sorteios, realizados no Espaço da Sorte, em São Paulo (SP), através de transmissão ao vivo pelas redes sociais da instituição e pelo portal g1. Como apostar na Mega-Sena O palpite mínimo para a Mega-Sena custa R$ 6,00. Além desse modelo de aposta, com seis números selecionados, que paga o prêmio principal, ainda é possível ganhar prêmios ao acertar quatro ou cinco dezenas. Já o Bolão Caixa é a possibilidade que o apostador tem de realizar apostas em grupo. Basta preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica. Na Mega-Sena, os bolões têm um preço mínimo de apenas R$ 18,00, com cada cota a partir de R$ 6,00. Veja os dez maiores prêmios sorteados na História da Mega-Sena: Concurso 2.525 (01/10/2022) — R$ 317.853.788,54 Concurso 2.150 (11/05/2019) — R$ 289.420.865,00 Concurso 2.237 (27/02/2020) — R$ 211.652.717,74 Concurso 2.795 (09/11/2024) — R$ 207.460.095,00 Concurso 2.696 (05/03/2024) — R$ 206.475.189,75 Concurso 1.764 (25/11/2015) — R$ 205.329.753,89 Concurso 1.772 (22/12/2015) — R$ 197.377.949,52 Concurso 2.464 (19/03/2022) — R$ 189.381.872,36 Concurso 2.745 (04/07/2024) — R$ 162.788.325,19 Concurso 2.979 (03/03/2026) — R$ 158.039.482,13 Initial plugin text

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Quando um adolescente faz a 'escolha estúpida', seu cérebro está funcionando exatamente como foi projetado

Quando um adulto se recusa a deixar uma injustiça passar — enfrenta um agressor ou reivindica seus direitos — chamamos isso de princípio. Quando um adolescente de 15 anos revida a um insulto feito no corredor da escola, correndo o risco de ficar de castigo, chamamos isso de falta de capacidade de pensar nas consequências. É fácil atribuir isso a um cérebro adolescente ainda não desenvolvido: uma forma conveniente de presumir que eles simplesmente não conseguem avaliar as consequências adequadamente. Mas isso é interpretar mal o cérebro adolescente. Ele funciona de uma maneira que foi moldada pela evolução para um período único e particularmente desafiador da vida. Os seres humanos retribuem gentileza com gentileza, se irritam quando são enganados e querem que os infratores sejam punidos. Bebês de oito meses já demonstram preferência por pessoas que se comportam bem com os outros, e a disposição para punir alguém que quebra uma regra aumenta à medida que as crianças crescem. Se vingar é registrado no sistema de recompensa do cérebro como algo genuinamente prazeroso. Esse é o argumento central da minha pesquisa em criminologia evolutiva. A punição é um dos mecanismos que permitiram que a cooperação evoluísse. Um grupo em que as trapaças ficam sem resposta é um grupo que, com o tempo, deixa de cooperar. O adolescente que revida no corredor está seguindo um programa ancestral. A adolescência aumenta o volume desses impulsos, e há boas razões para isso. Por que os 15 anos são diferentes O sistema de recompensa do cérebro, e particularmente o estriado ventral, torna-se muito mais responsivo durante a adolescência, atingindo o pico no meio dessa fase. O córtex pré-frontal, que permite a uma pessoa inibir um impulso em vez de agir de acordo com ele, continua a se desenvolver até a terceira década de vida. A adolescência é o período em que um jovem precisa se afastar da família e encontrar seu lugar entre os pares. Um cérebro que sente as recompensas intensamente, que explora, que se importa enormemente com o que os outros pensam e que defende sua posição está bem adaptado para essa tarefa. A simples presença de amigos é suficiente para aumentar a propensão a correr riscos e ativar os circuitos de recompensa de maneiras que não ocorrem quando os adolescentes estão sozinhos. A sensibilidade ao julgamento e à exclusão pelos pares é maior na adolescência do que em qualquer outro momento da vida. O preço da escolha sensata Os adolescentes avaliam, sim, o que estão fazendo. Os custos que mais pesam para eles são sociais, e os adultos subestimam sistematicamente o peso que eles têm. Ir embora diante de uma plateia pode custar a um jovem sua posição social, e essa posição é justamente o que ele mais precisa nessa idade. Um cérebro tão sensível ao ambiente ao redor assumirá a forma daquilo que esse ambiente contém. A exposição a ambientes de alto risco e a colegas que cometem infrações explica uma parcela muito grande da probabilidade de os jovens quebrarem regras. Essa sensibilidade também explica por que os pesquisadores descrevem cada vez mais a adolescência como uma janela de oportunidade. Um ambiente tranquilo, que prioriza resultados justos e no qual as pessoas são tratadas com respeito, moldará a maneira como os adolescentes se comportam. Conhecimento na prática Se um jovem confia que o sistema proporcionará um resultado justo, a necessidade urgente de retaliação do cérebro diminui, permitindo que o córtex pré-frontal alcance esse processo. Na escola, isso pode significar uma abordagem na qual um funcionário treinado media uma conversa entre alunos em conflito, garantindo que ambos sejam ouvidos e que se chegue a uma solução mutuamente aceitável, em vez de recorrer à punição. Em casa, pode ser algo tão simples quanto um pai ou uma mãe intervir de maneira consistente e tranquila em uma disputa entre irmãos para chegar a um resultado justo, em vez de deixar que as crianças “resolvam entre si” e correr o risco de que a mais poderosa imponha sua vontade. Professores e pais também podem tentar criar um ambiente em que a coisa recompensadora e a coisa sensata a fazer apontem na mesma direção. Por exemplo, uma escola poderia criar um programa de tutoria entre colegas no qual ajudar um colega de classe também seja reconhecido com privilégios ou reconhecimento público — tornando essa a escolha “sensata” para manter sua posição social. Em casa, isso poderia envolver apresentar as tarefas domésticas não como uma obrigação penosa, mas como uma contribuição para a equipe familiar, tendo como recompensa mais tempo de lazer em família. Isso alinha a recompensa imediata ao benefício de longo prazo. Outra estratégia importante é oferecer aos jovens uma maneira de recuar sem perder a dignidade. Na escola, um professor que testemunhe o início de um conflito poderia oferecer discretamente aos dois alunos um “passe para esfriar a cabeça”, permitindo que eles fossem para um espaço seguro designado, apresentando isso como uma oportunidade para diminuir a tensão, e não como uma punição por terem brigado. Em casa, um pai ou uma mãe poderia dizer: “Eu vejo que você está realmente bravo agora. Preciso que você escolha como quer lidar com isso: podemos conversar agora ou você pode tirar 20 minutos para se acalmar e voltamos a falar sobre isso depois. Você decide.” Isso permite que o adolescente se afaste de um confronto sem parecer fraco diante dos colegas ou dos irmãos. A adolescência assume a forma daquilo que colocamos ao seu redor, o que faz dela os poucos anos mais promissores que temos para moldar positivamente uma vida. É uma janela de oportunidade em que o apoio adequado, sistemas justos e ambientes que promovam compreensão podem ter um impacto maior do que em quase qualquer outra etapa do desenvolvimento. * Evelyn Svingen é professora da Universidade de Birmingham. * Este artigo foi republicado de The Conversation sob licença Creative Commons. Leia o artigo original.

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Conheça a pequena capital europeia onde se respira Idade Média

O centro histórico de Tallinn, capital da Estônia e patrimônio mundial da Unesco, pode ser percorrido em um dia. Por isso, muitos escolhem chegar em um dos cruzeiros que navegam pelo mar Báltico e atracam pela manhã e partem à noite. Já do navio, é possível ver as torres e mais de 25 agulhas de pedra com telhados de telhas vermelhas, que se erguem nos dois quilômetros de muralha que cercam a cidadela do século XIII. Cinco minutos de caminhada desde o porto levam às portas de Rannavärav, na muralha. A população de 400 mil habitantes está acostumada a essa invasão pacífica, quando quase a mesma quantidade de passageiros de cruzeiros lota as ruas de pedestres durante a alta temporada europeia. O centro histórico está dividido em Cidade Baixa ou Vanalinn e Cidade Alta ou Toompea, e ambas parecem um grande cenário de filmagem onde, a qualquer momento, poderiam aparecer Shrek e o Burro, pela semelhança com a arquitetura vista no filme de animação. Conheça Tallinn, a pequena capital europeia onde se respira Idade Média. Divulgação A poucos metros da entrada, veremos a igreja de Santo Olavo, com sua torre de 159 metros de altura, a mais alta do mundo antigo, que tinha como objetivo servir de referência para os navios, embora também atraísse raios durante as tempestades. As ruelas sinuosas e de paralelepípedos, fechadas ao trânsito, convidam a caminhar sem olhar o mapa, certos de que, de uma maneira ou de outra, chegaremos à Praça da Prefeitura – Raekoja Plats –, coração da Cidade Baixa, onde havia um mercado seis séculos atrás. Agora, ela é cercada por restaurantes, cafés e lojas de souvenirs. O edifício da Prefeitura é do século XIII e a torre, cuja entrada é separada, oferece uma vista espetacular do centro histórico. Na esquina está a farmácia mais antiga de toda a Europa. Foi inaugurada em 1422 e continua em funcionamento. A lenda conta que a primeira árvore de Natal pública foi colocada nesta praça e, para manter vivo o mito, em meados de novembro é erguida, em uma pomposa cerimônia, uma grande árvore que será o centro de um mercado natalino de conto de fadas, considerado por muitos o mais bonito da Europa. Para tornar a experiência medieval ainda mais real, os restaurantes Peppersak e Olde Hansa, na Cidade Velha, são ambientados como antigas tavernas do século XIV. Servem cerveja em jarras e pratos com carne de caça e pão de centeio em longas mesas comunitárias, com cadeiras de encosto alto e garçonetes com vestidos longos e toucas brancas, como donzelas da Idade Média. E todo o local é iluminado por velas. Na porta, músicos tocam melodias antigas com instrumentos e roupas de época. Conheça Tallinn, a pequena capital europeia onde se respira Idade Média. O Globo A passagem de Katarina, entre as ruas Vene e Müürivahe, é o refúgio dos artesãos da comunidade de Santa Catarina, que vendem peças de lã, chocolates e bijuterias. O nome se deve ao mosteiro dos beneditinos fundado em 1246, onde, conta a lenda, há um “pilar energético” no porão. A rua Müürivahe corre paralela à muralha e, nessa altura, é possível subir, percorrê-la a 200 metros de altura e entrar na torre Hellemann, uma prisão e depósito de munições do século XIV. Na rua Harju, uma grande igreja do século XIII é hoje o Museu Niguliste, dedicado à arte medieval. A atração mais recente da igreja-museu é uma torre com uma vista acessível por meio de um elevador de vidro, considerado polêmico por alguns e muito prático por outros. E se, durante a Idade Média, Vanalinn (a Cidade Velha) foi o centro dos comerciantes e artesãos de origem alemã, o lugar onde o povo se divertia, Toompea era onde viviam e governavam os nobres e onde hoje estão a atual sede do governo e a sede do Parlamento estoniano (Riigikogu). Também se encontra o Castelo de Toompea, construído em 1200 pelos Cavaleiros da Ordem. No lado norte da colina de Toompea, chega-se ao mirante Kohtuotsa, uma grande esplanada de onde é possível ver uma Tallinn mais completa: os telhados vermelhos e as torres do centro histórico, além dos edifícios de aço e vidro da parte moderna e, ao fundo, o azul do golfo da Finlândia e o porto. Conheça Tallinn, a pequena capital europeia onde se respira Idade Média. O Globo As celas da KGB A muralha pode ser vista em todo o seu esplendor do mirante Patkul, mas, para entrar em seu interior e ver os canhões, túneis e passagens secretas, o melhor é percorrer por dentro várias de suas principais torres. A torre Margarita, a Gorda, a mais larga, era de onde se vigiavam os ataques vindos do mar. Kiek in de Kök (literalmente, “olhando para a cozinha”), com 38 metros de altura, era a torre de onde os soldados de guarda podiam ver o que estava sendo preparado. Em seguida vêm Tallitorn (a torre do Estábulo), onde ficavam as cavalariças; Lühiksese jala (a torre do Portão da Perna Curta), que faz referência à rua íngreme e estreita que passa por ela, enquanto Neitsitorn (a torre da Donzela) era o lugar onde as prostitutas eram encarceradas e onde agora é possível tomar um café. Cada torre conta sua própria história e, juntas, são um bom retrato do passado de Tallinn. O edifício da rua Pagari, 1, apesar de ainda estar em um cenário do século XIII, traz um sopro do pior do século XX, porque em seu porão funcionava um dos centros de detenção mais temidos da ocupação soviética: as celas da KGB, que são exibidas como símbolo do terror comunista. Quem se atrever a descer ao porão verá dois corredores, seis celas e a sala onde eram interrogados os “inimigos do povo” antes de serem fuzilados ou deportados para a Sibéria. E sobre esse porão sinistro, o edifício abriga hoje apartamentos de luxo, a melhor maneira de driblar o comunismo. Atravessando o portão de Viru, para fora da muralha, voltamos ao século XX, mas podemos conhecer mais do passado recente da Estônia, quando o país fez parte da União Soviética. No hotel Viru, hoje funciona o Museu da KGB. Nesse local, os agentes secretos mantinham um arquivo de cada cidadão que era espionado. São exibidos uniformes soviéticos e antigos equipamentos de gravação em fita, telefones, microfones e outros artigos indispensáveis ao espião profissional. Uma estética da Guerra Fria que pode evocar, com um pouco de humor negro, o Sigfrido de Kaos, o espião que combatia o Superagente 86 nos anos 1960. De volta ao navio, os mais jovens garantem ter visto a princesa Fiona acenando com o lenço do alto de uma torre.

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'Hate That I Made You Love Me': o novo hit de Ariana Grande é uma música venenosa sobre seus fãs mais obsessivos?

Escutado com pressa, o atual hit de Ariana Grande, a maliciosa, sinuosa e estranhamente sedutora canção “Hate That I Made You Love Me”, parece apenas mais uma história pop de um romance que deu errado — o tipo de narrativa que Grande costuma transformar em algo vibrante com sua voz celestial e seu carisma descontraído. 'A gente criou tudo do nada': A história que fez de São Paulo a capital do punk na América Latina Após briga em restaurante, Ed Motta viaja pelo país com show: 'Não quero confusão. A vida tem que seguir' Mas há uma reviravolta no trecho de transição da música, quando Grande revela que o “você” a quem vinha se dirigindo não é uma pessoa, mas muitas. “Será que a culpa é mesmo minha? Vocês todos me deram seus corações por livre e espontânea vontade?”, canta ela, enquanto o arranjo se reduz praticamente a um violão, dando ainda mais destaque à pergunta. De repente, esse verso lança uma nova luz sobre a canção e abre espaço para uma leitura mais interessante — e mais sombria: será que “Hate That I Made You Love Me” é, na verdade, uma música venenosa sobre seus fãs mais obsessivos? Talvez. A estrela pop e atriz, hoje com 33 anos, soa irritada com a natureza invasiva da fama ao longo de seu novo álbum, “Petal”, um trabalho austero que troca sua efervescência característica por algo mais sombrio e melancólico. “Todas as minhas histórias favoritas terminam em algum tipo de catástrofe”, canta Grande na faixa-título, uma ode fria à autossuficiência e à sua relação de amor e ódio com o estrelato pop, que avança de maneira quase furtiva, como se andasse na ponta dos pés. Jão: 'Sei muito bem onde estou me metendo' Duas faixas depois vem “Oh Well”, uma música de ritmo acelerado, mas intimidadora, em que ela despacha amizades falsas. No refrão, Grande as manda embora com um falsete mordaz: “Boa sorte no caminho para o inferno”. Depois de viver Glinda, a Bruxa Boa, nos dois filmes da franquia “Wicked”, Grande deixa muito claro em “Petal” que estourou essa bolha iridescente e agora está pronta para explorar algo mais áspero, espinhoso e talvez até mesmo vilanesco. O momento escolhido para lançar este álbum é um tanto curioso. Em primeiro lugar, ele chega menos de dois anos depois de Grande revelar que pretendia dedicar mais energia criativa à atuação cômica e ao teatro musical do que ao estrelato pop. “Sempre vou fazer coisas pop, prometo de dedinho”, disse ela às apresentadoras do podcast “Las Culturistas”. “Mas não acho que continuar fazendo isso no ritmo em que fiz nos últimos dez anos seja a forma como imagino os próximos dez.” Até agora, pelo menos, essa profecia não se concretizou. Grande também lança “Petal” enquanto está no meio de uma turnê — a primeira em seis anos — para divulgar seu álbum anterior, “Eternal Sunshine”, de 2024. (Em novembro, ela estreará ao lado de Robert De Niro e Ben Stiller na comédia “Focker-in-Law”.) Essa urgência sugere que “Petal” é o tipo de disco que um músico faz quando tem algo novo ou importante a dizer. Ainda assim, suas 12 faixas revelam muito menos do que prometem. Assim como em “Eternal Sunshine”, Grande escreveu e coproduziu o material de “Petal” ao lado de Max Martin e de seu colaborador Ilya Salmanzadeh. (Os créditos especificam que todas as letras foram escritas exclusivamente por Grande.) O álbum anterior era um trabalho de refinado artesanato pop e grande variedade de climas; “Petal”, em comparação, parece nebuloso e monocromático. Como sempre, os vocais de Grande são belíssimos e impressionantemente arranjados; ela continua capaz de desenhar círculos, quadrados e arabescos com a voz em torno da maioria das estrelas pop de primeira grandeza. Mas o repertório é, em sua maior parte, um pântano de andamentos lentos que carece do carisma e da convicção de seus melhores trabalhos. A parte central do disco é especialmente arrastada, interrompida apenas pela energia contagiante e pulsante da penúltima faixa, “Bad Thing (Bunny Hop)”, um pop sonhador e apaixonado com evidente potencial de sucesso. Na faixa-título, Grande canta sobre uma “pétala no asfalto”, imagem central de uma vida desafiadora que brota em meio a um ambiente hostil — talvez uma versão menos marcante da rosa que nasceu do concreto, de Tupac Shakur. Basta lembrar da impressionante precisão que ela alcançou em uma música como “Thank U, Next”, sucesso de 2018 que parecia pairar benevolentemente acima de tudo, ao mesmo tempo em que não deixava dúvidas sobre quais de seus ex-namorados famosos estavam sendo mencionados: Sean, Ricky, Pete e Malcolm, todos citados nominalmente. Em “Petal”, porém, uma certa névoa paira sobre as canções, fazendo com que os conflitos que atormentam Grande e os inimigos que parecem conspirar contra ela soem frustrantemente vagos. Embora seus sons e abordagens não possam ser mais diferentes, “Petal” guarda surpreendentes semelhanças narrativas com um álbum lançado na semana passada: “Music, Fashion, Film”, de Charli XCX — outra mensagem absolutamente contemporânea de uma artista de 33 anos tentando descobrir se é possível conciliar, de forma criativa, a carreira de atriz com a de estrela pop. Charli encontrou uma fórmula vencedora ao escrever sobre essa ambivalência com franqueza e riqueza de detalhes, dissecando sua própria celebridade com a mesma autoconsciência perspicaz e a intimidade espirituosa que Grande demonstrou em “Thank U, Next”. Já “Petal” se desenrola sempre a certa distância. Não há nada de errado, em si, com a aspereza que Grande ensaia em “Hate That I Made You Love Me” e nas demais canções deste álbum sobre o cansaço da fama. Mas a falta de precisão dessas músicas deixa mais perguntas do que respostas. Ariana Grande ainda ama ser uma estrela pop? Ou deixou de amar? As pétalas podem cair para qualquer um dos lados.

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Rússia diz que interceptou 635 drones ucranianos durante a madrugada; ataques deixaram dois mortos

Ataques de drones ucranianos atingiram, na madrugada deste domingo (2), uma base aérea russa em Engels, uma refinaria de óleo em Saratov e um armazém da gigante varejista russa Wildberries em Novosemeykino. As informações são do jornal The Kyiv Independent. À AFP, o governador da região onde Saratov está situada confirmou que a operação ucraniana deixou, pelo menos, dois mortos. Já o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que seus sistemas de defesa área interceptaram 635 drones ucranianos durante esta noite. "Durante a última madrugada, os agentes ativos de defesa aérea interceptaram e destruíram 635 veículos aéreos não tripulados de asa fixa", comunicou o órgão através do Telegram. Os equipamentos ucranianos teriam sido encontrados em mais de uma dúzia de regiões russas. A ofensiva aconteceu 24 horas após a Rússia ter atacado Kiev com mísseis balísticos, deixando pelo menos nove mortos e mais de 30 feridos, segundo números atualizados do The Kyiv Independent. Kiev e Moscou intensificaram seus ataques de longo alcance depois que os esforços diplomáticos liderados por Washington para pôr fim à guerra entraram em um impasse. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, reuniu-se no início desta semana com o presidente dos EUA, Donald Trump, e afirmou que o americano havia concordado em autorizar a produção de mísseis Patriot na Ucrânia. No entanto, Trump desmentiu Zelensky na sexta (31). Ao jornal Financial Times, ele disse que estava "analisando o pedido". No mesmo dia, em uma reunião de gabinete na Casa Branca, o presidente admitiu que os líderes estão discutindo o assunto, mas não chegaram a um acordo ainda. "É algo difícil de entregar, este tipo de tecnologia. Estas armas são incríveis. Você tem que ser muito cuidadoso a respeito de deixar alguém construí-las. Eu não acredito que isso jamais aconteceria, mas, você sabe, essas pessoas para quem você dá esta tecnologia, elas podem se virar contra você um dia", teria comentado na reunião, segundo a BBC. Considerado um dos melhores sistemas de defesa aérea do mundo, o míssil Patiot é cobiçado pela Ucrânia há tempos e serviria para defender suas cidades de outros ataques por drones ou mísseis balísticos, como os dos últimos dias. Do lado russo, além dos ataques por drones, o país teve que enfrentar uma explosão em um café na praça Kudrinskaya, em Moscou, neste sábado (1º). Três pessoas morreram, inclusive a suspeita de levar a bomba, e outras 21 ficaram feridas, segundo informou o Comitê Nacional Antiterrorismo da Rüssia à agência estatal RIA Novosti. Segundo as autoridades, uma mulher tentou entrar no local com um suposto artefato explosivo improvisado, mas foi impedida por um segurança. O dispositivo explodiu, matando a suspeita, o segurança e um cliente. A motivação e as circunstâncias da explosão ainda não foram esclarecidas. Kiev, até o momento, não reinvindicou a autoria da explosão.

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Como Paulinho da Viola e Maria Bethânia estão se preparando para o reencontro no palco

Sempre atento ao fato de que encontros entre grandes artistas atraem grandes públicos, o festival Doce Maravilha armou para a sua edição 2026, no Jockey Club Brasileiro, na Zona Sul do Rio, uma dessas ocasiões raras e muito celebradas: no próximo sábado, em show que começa às 19h, estarão no palco juntos Paulinho da Viola, 83 anos, e sua convidada, Maria Bethânia, 80 anos recém-completados. Dois dos maiores nomes da música popular brasileira, surgidos na efervescente cena dos anos 1960, que nutrem uma admiração mútua mas que, por motivos diversos, pouco conseguiam se ver. Crítica: 'Anunciação' desvia dos clichês dos musicais da MPB ao mergulhar de cabeça no universo criativo de Alceu Valença Um faixa a faixa de 'Memórias Póstumas': O novo álbum que Jão vai mostrar ao vivo em setembro — O Paulinho parece um pouco comigo nesse jeito de levar a vida. Ele é quieto, muito caseiro, do mesmo modo que eu. É difícil encontrar, é difícil... não me lembro a última vez que estive com o Paulinho, senão muito recente, no meu aniversário (de 80 anos, no mês retrasado) — diz Bethânia, que em 2025 caiu na estrada com um show comemorativo dos 60 anos de uma carreira iniciada oficialmente aos 18, em 1965, quando foi de Salvador para o Rio, a fim de substituir Nara Leão no espetáculo “Opinião”. Filho de César Faria, lendário violonista do samba e do choro, Paulinho da Viola começou um pouco antes, em 1964, no Zicartola, bar que o compositor Cartola tinha no Centro do Rio com sua mulher, Dona Zica. Ele confirma a raridade dos seus encontros, nos últimos anos, com a amiga Maria Bethânia. O maestro que não era 'um só, mas tantos': Nos 100 anos de nascimento, os tributos a Moacir Santos — Acho que a gente esteve juntos mais por causa da música, em shows ou em alguma coisa assim. A gente encontrava e tal, mas já tinha algum tempo que eu não falava direito com a Bethânia. Tem viagem, família, filhos, a idade... é a vida da gente, né? — reconhece o cantor, em conversa separada. — Eu tinha visto um show dela recente (o dos 60 anos de carreira), quando consegui falar com ela, disse assim: "Vem cá, você quer me matar?" (risos). Fiquei tão emocionado com o show... foi bonito mesmo! A iminência dessa participação de Bethânia traz, para os dois, lembranças de um tempo em que estiveram bem próximos. A cantora diz não se recordar exatamente do primeiro encontro entre eles. Mas oferece algumas pistas. — Certamente nos encontramos no Zicartola, depois do show Opinião. Ele já estava acontecendo — garante Bethânia, já então uma admiradora daquele rapaz a quem chamavam de Príncipe do Samba. — Sempre ouvi se referirem a ele dessa maneira, por conta da sua extrema elegância. (E quando o conheci) vim a descobrir o motivo. 'Tem libido, tem libidinagem, tem deboche': Simone foca no feminino em novo show, com novos parceiros Paulinho avança na recordação do início de sua relação com a cantora. — Começaram os festivais da canção, e aí às vezes às vezes a gente se encontrava. Mas não era assim muito, não. Eu encontrava mais com o Caetano (Veloso), o Capinam (o poeta José Carlos Capinam, seu parceiro), o Sidney Miller, a gente estava sempre junto. A Bethânia, acho que a primeira vez em que a gente fez assim uma apresentação juntos, de uma maneira bem formal e tudo, foi naquele filme, “Saravah” — conta o cantor. Lançado em 1972, “Saravah” é um documentário gravado no Rio, ao longo de três dias, em fevereiro de 1969, pelo ator e compositor francês Pierre Barouh (que em 1966 havia feito a versão francesa de “Samba da Benção”, de Vinicius de Morais e Baden Powell). Fascinado pelo tema do samba, Barouh foi atrás de alguns dos maiores músicos do Brasil, como Baden, Pixinguinha e João da Baiana (àquela altura com mais de 80 anos de idade), Paulinho e Bethânia (então com 21) e gravou conversas e números musicais. ‘A gente estava muito feliz’ “Saravah” ganhou um novo público nas redes sociais, especialmente no Instagram, e graças ao trecho com o encontro de Paulinho e Bethânia, que começou a ser divulgado em perfis dedicados à música brasileira. Paulinho guarda na mente a imagem do encontro com Bethânia em “um lugar bem à vontade, com uma mesa de madeira e bancos” no Rio (“e a gente estava muito feliz, eu senti isso”, recorda-se). A cantora tem memórias mais nítidas: — Inesquecível! O Pierre Barouh, querido, meu amigo, quis fazer esse filme com os mais importantes da música e me convidou. Ele ficava hospedado comigo e me convidou a participar, que porque queria fazer uma coisa com o samba. Quando cheguei lá, para filmar, quem estava? Era Paulinho, olha que alegria! Foi uma tarde encantada, maravilhosa, lembramos sambas de que gostávamos muito, tanto Paulinho quanto eu. Esse filme é maravilhoso! Três anos depois das gravações de “Saravah”, em 1972, os cantores voltariam a se encontrar em uma turnê pela Europa, com o Terra Trio (que acompanhava Maria Bethânia), o violonista Sebastião Tapajós e o percussionista Pedro Santos, também conhecido como Pedro Sorongo. Pouco antes de embarcarem, eles gravaram, separadamente, faixas para um LP bancado pelo selo alemão MPS (o mesmo que hoje está lançando os álbuns de Ed Motta). “Nova Bossa Nova” é hoje uma das peças mais raras da MPB (“das gravações, não tenho a menor lembrança, nem sabia que tinha esse disco!”, diz Bethânia). Paulinho guardou um exemplar e repara que nem na capa e nem na contracapa o LP tinha alguma foto de Bethânia. Já ela lembra da turnê subsequente. — Foi uma viagem muito longa, fizemos uma turnê gigantesca. Alemanha, Áustria, Itália, Portugal... e chegamos até Oslo. Viajamos muito, acho que uns dois meses, cantávamos em espaços nas universidades interioranas. Viajávamos o dia inteiro, oito, nove horas de viagem e chegávamos direto no lugar onde íamos cantar. Era lavar o rosto, fazer passar uma maquiagem rapidamente e subir no palco — conta. — Mas foi prazerosíssimo, porque o Paulinho é espetacular. Tinha meus queridíssimos meninos do Terra Trio, com toda a intimidade comigo, com o meu conhecimento do meu trabalho. E o Pedro Santos, que era o percussionista, meu e de Paulinho, uma figuraça. Essa memória eu tenho muito viva, de muita dificuldade, mas de muito prazer. Paulinho assina embaixo das recordações da companheira de cena: — A gente estava sempre conversando e rindo. O Pedro Sorongo, a Bethânia não podia olhar para ele, que ria muito! Apesar da admiração confessa, Maria Bethânia pouco gravou Paulinho da Viola. Em pot-pourris, “Sinal fechado” e “Num samba curto” entraram no LP ao vivo “A Cena Muda”, de 1974 (“e teve uma época que ela cantava muito um samba meu, ‘Coração vulgar’”, recorda-se o cantor – a interpretação, por sinal, está em “Saravah”). — Paulinho compõe divinamente, com uma personalidade, com uma assinatura nítida. Isso me encanta, além de ser lindo tudo que ele compõe. Eu adoro, sou fã dele. Queria cantar mais, mas ele faz umas melodias que às vezes eu acho que só ele sabe cantar direito — justifica-se. — Sempre vou querer cantar Paulinho e sempre vou temer um pouco cantar Paulinho, porque ele é um cantor tão afinado, um compositor tão fino, tão sofisticado... mas eu ouso, faz parte de mim ousar. Dois dias de ensaio Para o encontro no Doce Maravilha estão previstos dois dias de ensaio, nos quais Bethânia promete “preparar o melhor que pudermos”: — Mas é o show dele, o lindo show de Paulinho, aquela beleza de sempre, aquela elegância de sempre, aquela boa música de sempre, e uma participação minha. Estou feliz de reencontrar Paulinho depois de tantos anos, reencontrar em cena. Isso é emocionante para mim, fico comovida de vê-lo, sempre tão elegante, tão cavalheiro, sempre tão nobre. É um homem lindo, o Paulinho, lindo, lindo, um compositor extraordinário. Um samba que o cantor puxou em “Saravah” e que Bethânia conhecia, os dois vão recuperar no show: “Tudo é ilusão”, de Aníbal Silva, Eden Silva e Raul Moreno, conhecido na gravação de Dalva de Oliveira. Além dela, Paulinho entrega que ambos cantarão a “Falsa baiana”, de Geraldo Pereira, que costumavam incluir nos shows na Europa en 1972. Nesta parte conjunta, a banda do sambista será acrescida de Jorge Helder (baixo) e João Camarero (violão), fiéis escudeiros da cantora. Capinam revisitado Entre as que vai cantar só com sua banda, Paulinho adianta que haverá o “Sinal fechado” e algumas que nem sempre inclui em seus shows, como “Retiro”, “Roendo as unhas” e “Canção para Maria”, parceria com Capinam, que não revisitava há muito tempo. — Apresentamos ela em 1966, num festival em São Paulo, cantada pelo Jair Rodrigues — rememora o sambista, acrescentando que a letra reúne muitas imagens da Bahia (e ainda conta com a coincidência do nome no título). — A intenção foi essa, acho que é uma forma de dizer: “Olha, nós temos aqui uma outra Maria”. A festa dos 80 anos de Bethânia serviu de belo esquenta para o encontro no palco do Doce Maravilha: nela, a aniversariante e Paulinho foram flagrados dançando “Ainda bem”, hit de Marisa Monte. — Eu ia até fazer uma brincadeira de dançar um pouco como se fosse um miudinho, mas não dava porque eu estava com um sapato de sola de borracha e não podia fazer aquilo. Aí, nós nos abraçamos e dançamos juntos, foi muito bom — relata o cantor. Bethânia curtiu. — Foi uma delícia. Primeiro, porque adoro Marisa, adoro Paulinho, adoro dançar, adoro festa, e achei que foi bonito ali esse encontro com Marisa cantando essa música que Xande (de Pilares) regravou divinamente em pagode. Tenho uma memória bonita desse período, dessa canção — derrete-se. — E fiquei feliz, porque com Paulinho eu tenho alguma intimidade. Então eu falei: “vem dançar comigo, essa música merece”. Ele estava de sapato de sola de borracha, então era ruim de deslizar. Mas ele é tão cavalheiro, tão nobre, tão lindo... adoro Paulinho. Bravo, Paulinho! Por fim, cabe a recorrente pergunta ao compositor de tantos clássicos do samba: e aquele álbum de inéditas? Ele diz que não dá para garantir (o seu último, “Bebadosamba”, completa em 2026 seus 30 anos de idade). Mas há novidades: enfim, Paulinho entregou a letra de uma parceria com Marcos Valle, ainda sem título. — Os meus parceiros sofrem, porque eu levo muito tempo para fazer uma letra. Uma delas, para o (Eduardo) Gudin, eu levei 10 anos para escrever! — orgulha-se. — Com o Marcos, devem ter sido uns três ou quatro anos. Um dia fui ver um show dele no Blue Note e, quando acabou, fui dar um abraço, comecei a cantar a melodia, e ele: “pô, você ainda lembra dela!” Como músico, eu tenho uma boa memória, de coisas antigas, coisas da minha infância, aquilo não desaparece. Posso até esquecer uma letra minha, que eu já não cantava há muito tempo, mas a melodia, não. Naquela noite, brinquei com o Marcos: “ó, essa letra ainda vai sair!”. E aí a letra ficou pronta. Agora a gente vai se encontrar para ver o que sai.

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Lula prioriza Bahia e Ceará em meio a cenário desafiador para petistas contra ACM Neto e Ciro Gomes

Maior reduto eleitoral petista, o Nordeste foi priorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o período de convenções. Lula esteve no sábado na Bahia durante o lançamento da candidatura à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues. No dia anterior, fez o mesmo com o governador Elmano de Freitas, que busca novo mandato no Ceará. Bahia: Lula pede voto a Jaques Wagner em convenção petista que lançou Jerônimo Rodrigues à releição Após racha na federação União-PP: Miguel Coelho desiste de disputar o Senado e chapa de Lyra em PE terá Eduardo da Fonte Às vésperas do início da campanha, o PT enfrenta cenário desafiador nos dois estados-chave do Nordeste para a candidatura de Lula à reeleição, que será oficializada neste domingo, em São Paulo. Em 2022, ambos deram cerca de 70% dos votos ao petista no segundo turno. O PT tem outras três candidaturas próprias no Nordeste. Mas apenas o governador do Piauí, Rafael Fonteles, é favorito. No Rio Grande do Norte, o secretário estadual de Fazenda Cadu Xavier tem Álvaro Dias (PL) e Allyson Bezerra (União) como adversários bem posicionados. Já no Maranhão, o vice-governador Felipe Camarão ainda não ganhou tração nas pesquisas, estando atrás de Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB) . Disputa se repete A Bahia repete o embate de 2022 entre Jerônimo e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União). Pesquisa Genial/Quaest divulgada na semana passada mostra um cenário de empate técnico: ACM tem 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 38% do petista. Na sondagem de segundo turno, o ex-prefeito marca 43% e Jerônimo, 39%. Para o cientista político Cláudio André de Souza, da Unilab, a Bahia é fundamental ao PT na derrota de alianças de direita que passam pela disputa direta com o bolsonarismo. Embora rejeite a possibilidade de ter Flávio Bolsonaro no palanque, a chapa de ACM tem um nome do PL ao Senado. — O carlismo possui clara força nas grandes cidades. Mesmo assim, o PT ganhou de 2006 a 2018 no território metropolitano. Somente esteve atrás em 2022. O desafio está na força da oposição, que reside em um discurso forte calcado na gestão e na melhoria de agendas como saúde, segurança e educação — avalia. Outro entrave para Lula no estado é a conexão do PT baiano com o caso Master. Jaques Wagner é suspeito de ter atuado em defesa de interesses do banco em troca de vantagens indevidas, segundo a Polícia Federal. Na Bahia, Lula soma 52% das intenções de voto no primeiro turno, segundo a Genial/Quaest. Já Flávio, 18%. No Ceará, Elmano aparece dez pontos percentuais atrás do ex-governador Ciro Gomes (PSDB) na Genial/Quaest da semana passada. O tucano tem 43% no primeiro turno, contra 33% do petista. Na simulação de segundo turno, a distância é ainda maior: 13 pontos (48% contra 35%). O PT buscou formas de fortalecer a chapa de Elmano nos últimos meses, em uma articulação que conta com o ex-governador Camilo Santana na linha de frente. Uma das frentes de ação foi a costura da candidatura do senador Cid Gomes (PSB) à reeleição, colocando os irmãos Ferreira Gomes em palanques opostos. Embora tenha a gestão aprovada por 52% dos eleitores, Elmano enfrenta a força do espólio político de Ciro no estado. A cientista política Monalisa Torres, da Universidade Estadual do Ceará, avalia haver um “sinal de alerta” do PT ao Nordeste. O cenário, segundo ela, é uma reação à consolidação de uma base antipetista, alinhada ao bolsonarismo. — No Ceará, por exemplo, o bolsonarista André Fernandes quase foi eleito à prefeitura de Fortaleza há dois anos— destaca a pesquisadora, que completa: — A candidatura de Ciro alinhou-se a esse movimento. No Ceará, Lula marca 55% das intenções de voto no primeiro turno na Genial/Quaest, contra 22% de Flávio.

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Clãs divididos: políticos de famílias com tradição nas urnas concorrerão em lados opostos

Presente em grande parte das famílias brasileiras, as divergências eleitorais também colocam em campos opostos membros de tradicionais clãs políticos que disputarão votos em outubro. Um dos casos mais emblemáticos é o dos irmãos Ferreira Gomes, que concorrerão a cargos no Ceará em palanques rivais. Enquanto Ciro (PSDB) representa a oposição ao petismo na corrida pelo governo estadual, Cid (PSB) disputará a reeleição ao Senado na chapa do governador Elmano de Freitas (PT), candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entenda: Lindbergh e Freixo vão ao PT nacional contra decisão do diretório do Rio que entregou número 1313 ao filho de Quaquá Bahia: Lula pede voto a Jaques Wagner em convenção petista que lançou Jerônimo Rodrigues à releição O cenário se repete em diferentes estados. Em Mato Grosso do Sul, o DNA político foi passado de pai para filhos na família Trad, que hoje se encontra rachada. O espólio familiar originado pelo ex-deputado federal Nelson Trad está divido em duas frentes. De um lado, o senador Nelsinho Trad (PSD) tenta reeleição em uma aliança com o centro. De outro, estão o ex-deputado federal Fábio Trad, que se filiou ao PT para disputar o governo estadual, e o vereador Marquinhos Trad, que ingressou no PV e será candidato à Câmara. Disputa de pautas Defensor de um “Estado enxuto” e de “valores cristãos”, Nelsinho se define como membro de um “centro-conservador”. — As divergências familiares existem, mas precisamos respeitar e sermos respeitados. Aprendemos isso em casa. Devemos ter racionalidade e mostrar que família não deve brigar. Eles trabalhando no campo deles e eu no meu — afirma o senador. Fábio, por sua vez, diz ter como principal bandeira o combate à desigualdade social: — Temos uma relação típica de irmãos. Sempre caminhamos juntos no mesmo campo político que tinha por pressuposto o respeito à democracia. Ocorre que, com o advento da extrema direita bolsonarista, eu fiz uma opção clara pela democracia constitucional — diz o petista, que completa: — O Marcos refletiu bastante e se posicionou também no campo democrático. Sobre a opção do Nelsinho, não comento. Já Marquinhos diz que “respeita” as escolhas de cada um dos irmãos. — Não entrei na política para criar divisões na família. Escolhi defender aquilo em que acredito: justiça social e o SUS, além de educação e geração de empregos. Podemos estar em lados opostos nas eleições, mas jamais serei adversário do meu irmão Nelsinho na vida, inclusive, além do Vander Loubet, votarei nele para o Senado. O Mato Grosso do Sul também é o berço político da família da ex-ministra Simone Tebet (PSB), que disputará o Senado por São Paulo. Aliada de Lula, Tebet é casada com o candidato à deputado estadual Eduardo Rocha (PSDB). No estado onde Jair Bolsonaro (PL) teve quase 60% dos votos no segundo turno de 2022, Rocha foi secretário da Casa Civil no governo do bolsonarista Eduardo Riedel (PP) até outubro do ano passado e tem alianças estaduais inclinadas à direita. Procurados, Rocha e Tebet não se manifestaram. Palanques opostos Já em Pernambuco, a reaproximação entre João Campos (PSB) e a prima Marília Arraes (PDT) não resultou em uma aliança integral entre as famílias em torno da candidatura do ex-prefeito do Recife ao governo estadual. Primo de João e Marília, o pré-candidato a deputado estadual Daniel Valença (PSOL) declara apoio a Ivo Moraes (PSOL) na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas. Valença tem como principais bandeiras o direito à cidade, a mobilidade segura e políticas urbanas mais justas. — Minha família sempre conviveu de forma democrática com as divergências políticas, e fui educado entendendo que discordar não significa romper relações, mas reconhecer que as pessoas podem enxergar caminhos diferentes para enfrentar os problemas da sociedade. Tenho respeito e afeto por João, mas não acredito que o voto deva ser determinado por laços familiares — afirma Valença. Racha entre Gomes Ciro e Cid Gomes são pela primeira vez candidatos em lados opostos num pleito estadual, após o rompimento ocorrido em 2022. Pesquisa Genial/Quaest divulgada na semana passada mostra ambos liderando a corrida pelo governo estadual e pelo Senado, respectivamente. Nesta eleição, Ciro se aliou ao bolsonarismo cearense e à federação União-Progressista, enquanto Cid acertou a presença na chapa petista após um pedido de Lula. O presidente trabalha para fortalecer o palanque de Elmano, diante da liderança de Ciro nas pesquisas de intenções de voto. Nos últimos meses, Cid chegou a afirmar ser “muito constrangedor ter um irmão e não votar nele”. O senador também rebateu uma declaração recente do tucano, na qual o candidato ao Palácio da Abolição disse que, quando Cid disputou a eleição para governador, em 2006, era conhecido como “irmão de Ciro”. — Me perdoe! Mas, eu tinha sido prefeito de Sobral, durante oito anos — disse Cid em evento partidário. Já Ciro disse em entrevista à rádio O Povo CBN que a frustração pelo não apoio do irmão é “grande e pesada”, mas já “mofada e vencida”.

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Novo perde espaço de partido antissistema e vê Renan Santos se contrapor a Zema

Com a aposta na pré-candidatura à Presidência do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, o Novo busca retomar pautas caras a eleitores que se enxergam como liberais e não têm identificação automática com o bolsonarismo. Na disputa por esse voto, o partido tem como concorrente o Missão, legenda fundada por ex-integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), cujo presidente, Renan Santos, também concorrerá ao Planalto. No sábado, o Missão lançou sua candidatura e apresentou o chamado Livro Amarelo, com as principais propostas de governo. As campanhas de Zema e Renan disputam a defesa de bandeiras como estado mínimo e fim das cotas raciais, além do discurso antissistema. Bahia: Lula pede voto a Jaques Wagner em convenção petista que lançou Jerônimo Rodrigues à releição Após racha na federação União-PP: Miguel Coelho desiste de disputar o Senado e chapa de Lyra em PE terá Eduardo da Fonte A imagem de outsider tem sido explorada pela campanha de Zema, que tenta repetir a estratégia adotada na eleição que o levou ao governo mineiro, em 2018. Na época, desconhecido na política, apresentou-se como empresário ligado à administração da rede varejista da família, conhecida no interior do estado, e defendeu propostas que contrastavam com a gestão petista de Fernando Pimentel (PT). Neste ano, com o desafio de nacionalizar a campanha, o discurso antipolítico, além de se opor ao governo Lula (PT), passou a mirar o Supremo Tribunal Federal (STF), em função dos desdobramentos do caso Master. Como parte da estratégia, o ex-governador tem reforçado propostas como a defesa do Estado mínimo, a privatização de estatais e mudanças no Bolsa Família para criar, segundo ele, “portas de saída” para os beneficiários. As bandeiras retomam posições históricas do Novo, defendidas pelos presidenciáveis da legenda em 2018, João Amoedo, e em 2022, Felipe D’Avila. Entre as duas eleições, o partido caiu do quinto para o sexto lugar em votação e viu sua bancada na Câmara ser reduzida de oito para três deputados. Foco no Congresso Sem ter atingido a cláusula de barreira em 2022 — que exige a eleição de ao menos 13 deputados federais ou 2,5% dos votos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço dos estados —, a sigla chega à disputa com acesso restrito ao fundo partidário e sem tempo de propaganda gratuita na TV e no rádio. Para tentar reverter o quadro, aposta na campanha presidencial de Zema como vitrine para fortalecer o partido nacionalmente e impulsionar candidaturas proporcionais. Como parte dessa estratégia, o ex-governador tem percorrido municípios do interior dos principais colégios eleitorais e concedido entrevistas a rádios locais ao lado de candidatos a deputado federal e estadual. Aos postulantes também foi oferecida a oportunidade de posar ao lado de Zema e de outros puxadores de voto da legenda em um estande montado durante o encontro nacional do partido, realizado em São Paulo. — Esse é o ano mais importante da nossa vida partidária. Nós estamos diante de uma barreira e, se nós a superarmos, o Novo vai crescer e nós vamos mudar a política do nosso país. Mas, se nós fracassarmos diante da cláusula de barreira, pode ser que a gente nunca mais consiga passá-la — afirmou o ex-deputado e pré-candidato ao Senado Deltan Dallagnol na ocasião. As pautas antissistema defendidas pelo Novo também aparecem na campanha de Renan Santos. Em seu plano de governo, o presidenciável do Missão propõe rever benefícios sociais, substituindo o Bolsa Família por “frentes de trabalho remuneradas”. Na área da segurança pública, defende medidas inspiradas na política de combate ao crime organizado implementada em El Salvador pelo presidente Nayib Bukele, alvo de denúncias de violações de direitos humanos. No sábado, durante a convenção do Missão, ele disse “nós vamos matar quem roubar” e num discurso radical e xingamentos, chamou Flávio Bolsonaro (PL) de “farsante, fraco e corrompido” se referiu ao presidente Lula (PT) como maldito. Parte dessas propostas de segurança de Renan também encontra paralelo na campanha de Zema. Durante a convenção nacional do Novo na semana passada, o ex-governador prometeu criar superpresídios em uma área remota da Amazônia para isolar lideranças criminosas por "pelo menos 25 anos". Os dois candidatos ainda convergem na defesa das privatizações, de cortes de gastos e em críticas às cotas raciais. Há, porém, diferenças na estratégia de campanha. Renan afirma que não utilizará recursos do fundo eleitoral e busca financiamento por meio de doações de apoiadores em uma vaquinha online. O Novo também rejeitava esse tipo de verba desde sua fundação, mas passou a admitir o uso do fundo eleitoral em 2024. Ambos, contudo, apostam nas redes sociais como principal ativo de campanha. No Instagram, Zema soma 2,5 milhões de seguidores, contra 2,1 milhões de Renan. Já em engajamento, o candidato do Missão aparece à frente: média de 50 mil curtidas por publicação, ante 13 mil do ex-governador, segundo a ferramenta Social Blade. Troca de farpas O candidato do Missão nega, porém, que os dois disputem o mesmo eleitorado e critica o Novo por “atuar institucionalmente como um partido bolsonarista“. — Não há, da nossa parte, a intenção de fazer uma disputa eleitoral com o Novo, porque, se existe uma disputa por um voto de direita liberal, grupo que defende uma agenda reformista para o Brasil, somada a preceitos como liberdade de expressão e Estado Democrático de Direito, isso não existe dentro do Novo, salvo raras exceções. Ele é, institucionalmente, um partido bolsonarista. E, nesse sentido, eu não estou concorrendo com eles por esse voto bolsonarista — disse Renan ao GLOBO. O papel desempenhado por Zema no partido também foi alvo de críticas de Renan no início do mês, durante um evento do MBL em Belo Horizonte. Na ocasião, ele afirmou que o ex-governador estava “perdido” dentro da sigla e que, como empresário, não era um nome “fora do sistema” em Minas. A declaração foi rebatida por Zema, que criticou a falta de experiência administrativa do adversário. — Como ele não teve experiência na gestão pública, sai dando tiro como uma metralhadora giratória, prometendo mundos e fundos — disse o mineiro em uma sabatina promovida pelo grupo Derrubando Muros.

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