A vida é crua. Faminta como bico dos corvos. E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima, olho d’água, bebida. A vida é líquida.
Hilda Hilst e Lygia Fagundes Telles, em 1960.
Marginalia: desenho de Hilda Hilst em um dos livros de sua biblioteca.
Nélida Piñon, Hilda Hilst, Wilson Martins e Lygia Fagundes Telles em reunião na casa de Guilherme Figueiredo. Rio de Janeiro, 1980.
Minha alma velha buscava entendimento. Quero dizer da dor mas não sei dizer. Estou sangrando por todos os buracos.
Hilda Hilst tendo, ao seu lado, Olga Bilenky e Daniel Fuentes.
"Medo tão grande de te perder Hilda-Qadós, Hilda-Lacraia, medo que não tenhamos caras suficientes e um dia queiras outra nova ou então eu, os dois buscando outros." Trecho da carta de José Luis Mora Fuentes para Hilda Hilst, 12 de fevereiro de 1973.
"E o incrível é que eu me ligo em todas as pessoas, mas ao mesmo tempo continuo livre, sem aqueles laços complicados" Carta de José Luis Mora Fuentes para Hilda Hilst, São Paulo, quarta-feira, setembro de 1973.
Hilda Hilst à frente do antigo portão de ferro da Casa do Sol.
Me fizeram de pedra quando eu queria ser feita de amor.
Hilda Hilst em seu escritório da Casa do Sol, Campinas-SP.
Entrevistador: A poesia é capaz de transformar o mundo? Hilda: Não acho que seja. Mesmo um grande poeta não pode transformar o mundo. Shakespeare era deslumbrante mas não transformou o mundo.
Entrevistador: Poeta é aquele que sobrevoa o abismo? Hilda: Sim. Sobrevoei muitos mas, nunca tive coragem de me lançar sobre eles. Sempre tive uma boa dose de auto-preservação.
Parei de escrever quando senti que tinha dito tudo o que eu sabia e da melhor forma que fui capaz. Fiz o esforço maior que pude para me expressar.