Sob as constelações, entreguei meu coração ao azul e seus olhos estelares. O infinito, ferido, afastou-se em silêncio, enquanto o vermelho recusava-se a aceitar. O sofrimento tornou-se de violeta, eco de destinos partidos que até os asteroides temeram encarar.
Choro enquanto crio poemas que, em algum universo, Suguru tenha dedicado ao seu grande amor.
Minhas motivações em textos são machucados e feridas não cicatrizadas que cubro com band-aids que não melhoram. São sentimentos atordoados de dias e noites, amores perdidos, desculpas esfarrapadas e receio de ser eu. Eu me destesto, na verdade.
Eu seria capaz de mover céus e terras, doar meu próprio coração, e carregar a dor que você um dia sentiu. Eu faria qualquer coisa para ter mais um momento ao seu lado, sentir seu pelo e ouvir seu miado. Já não me lembro mais do som da sua voz; quase dois anos se passaram. Isso me destrói.
Nenhuma felicidade nesta vida é capaz de se comparar ao conforto da minha melancolia.