Uma esquerda que detesta os princípios dos direitos humanos por medo irrestrito das eleições, que defende valores cristãos mas age contra tudo que Jesus pregou na Bíblia, que se esconde atrás de uma suposta sobriedade, quando na verdade é só covardia. Tempos interessantes.
JOTA MARQUES
@jotamarques.bsky.social
Educador popular, comunicador e ex-conselheiro tutelar. Defensor dos direitos da infância e da adolescência. Ativista dos direitos humanos.
Passei quase uma semana em Berlim, na Alemanha, com ativistas e pessoas com deficiência. Agora, de volta ao Brasil há quase 24 horas, posso dizer com tranquilidade que, apesar dos pesares, no quesito acessibilidade, a gente continua sendo muito mais desenvolvido.
Faz 3 dias que estou na Alemanha e ainda não consegui fazer um único post sobre isso. Agora são 3 da madrugada aqui. De toda forma, tem sido uma das experiências mais interessantes da minha vida. Tenho muito a dizer sobre Berlim e também sobre a vida e nossas lutas. Veremos.
Da série “Animais que aparecem na casa da minha mãe”: agora temos essa belíssima espécie de…? Alguém nos ajude! Um vizinho disse que é uma rã escaladora e venenosa (?) e o principal alimento das cobras. 🤦
Sobre diálogos que desafiam as etiquetas, as recomendações e as ditaduras. Hoje, caminhando pela favela, passei por uma das várias bocas e vi o melhor eletricista que conheço, a quem trato como avô de consideração, comprando um pino de cocaína. 🧵
Custa muito caro ser sempre a pessoa paciente, que compreende tudo, que respira fundo duas vezes, que chora no banho, que engole a seco, que perde o sono, que não tem direito à fúria, que não pode estar de saco cheio, que não dorme direito e que está cansada de emular perfeição.
Bagulho doido. O cara se assustou comigo quando cheguei ao lado dele para atravessar a rua. Arriscou a vida antes de o sinal fechar para os carros. Saiu correndo aqui no centro e ainda olhou para trás. No fim, eu ainda ia ter que socorrer. Que maluco otário.
Hoje foi a primeira vez que li um teleprompter em frente a uma câmera de televisão. Vou contar uma coisa: é muito mais fácil dizer "tá lendo o TP" do que efetivamente ler o TP. Trata-se de uma arte que requer treinamento, desenvoltura, ritmo, atuação e muita atenção. Nada fácil.
Sou apaixonado pela minha jornada e vivo repetindo uma reflexão de Rubem Alves: ele diz que chegou onde chegou porque tudo o que planejou deu errado. Me identifico e me abraço nisso. Mas, se pudesse me reencontrar 10 anos atrás, me daria tantos conselhos...
Eu tenho um laudo de 57 páginas sobre mim, produzido ao longo de quase 8 meses pela minha neuropsicóloga. Mas, na hora em que preciso usá-lo, exigem o da psiquiatra, que tem exatamente 1 página e 1 assinatura eletrônica.
Aqui, nessa, está rolando o debate sobre o Frei ou isso só é importante na rede que pessoas como eu já deveriam ter abandonado completamente? Eu sei...
Uma coisa que aprendi com a depressão, e isso explica muito sobre a vida e a complexidade da nossa existência, é que a gente também sorri quando está triste, que nem toda tristeza é sinônimo de infelicidade, assim como nem toda gargalhada é reflexo de alegria.
Atribuo ao meu Exu todos os meus encontros e confrontos com a desigualdade que, personificada em sujeitos, me reconhece todos os dias por onde vou. São homens e mulheres que nunca me deixam esquecer de onde vim e para onde devo ir.
Acabei de conversar com um amigo que está no CTI. Há poucos dias, ele ia de um lado para o outro. Realizado. Feliz. Produzindo. Treinando. Agora, aguarda os resultados de exames, sem previsão de alta. A vida é um acontecimento imprevisível. O que tenho feito dela? Me questiono.
À Fernanda Torres e também à Fernanda Montenegro, obrigado por acreditarem na cultura e por insistirem em pensar, realizar, sonhar e imaginar o nosso Brasil além das fronteiras, apesar do próprio Brasil, em cada um de seus personagens ao longo da história.
Para quem acredita na cultura, no cinema e na democracia brasileira; para quem sabe que recordar o passado é vital para evitar os erros de tempos sombrios e, mesmo diante de um cenário marcado por retrocessos, lutar por um futuro que não se define pelos horrores do autoritarismo. O Oscar é nosso!
Trump deve estar odiando esta edição do #Oscars mulher, preto, bicha, filha de imigrante ganhando... Se tiver brasileira levando com filme sobre ditadura, sei lá, o velho laranja surta de vez.
Excelentes comentários da galera do Gshow sobre Paul Tazewell, que fez história como o primeiro homem negro a vencer o Oscar de Melhor Figurino... exatamente nenhum comentário.
Sinto que estou em uma corrida contra o tempo para registrar tudo o que considero importante. Aconteça o que acontecer, terei escrito. O que farão com isso, não sei. Não me importará mais. E, finalmente, descansarei.
AINDA ESTOU AQUI Essa não é uma história sobre o filme, mas tão real quanto a história do filme. 02 de março de 2025, domingo de Carnaval, 9h25, Cidade de Deus, Rio de Janeiro. “Tá lembrado de mim? Tá lembrando de mim ou não tá? Hein, Jota?” Foi assim que ele me abordou, ansioso pela resposta.
Em algum momento vou gostar do Sasuke Uchiha? Porque acho ele insuportável e, por mim, deixava ele ir embora, fazer o que quisesse, tanto faz.
Chegando ao fim da 5ª temporada da primeira fase de Naruto, e Orochimaru continua sendo o personagem mais insano do enredo até agora.
É proibido ‘achar’ Trump, Zelensky e Putin três seres humanos horríveis? Estou escrevendo isso de um lugar cuja existência nenhum desses três seres abjetos sequer conhece, e não tenho o menor apreço por nenhum deles, que há tempo demais vêm promovendo horror para suas populações em escala global.
O episódio “Perder não é uma opção”, da luta de Neji Hyuga contra Kidomaru em Naruto, me emocionou muito. A 5ª temporada veio forte demais. 😭😭😭
A vida como ela é. O cara dormindo pesado do meu lado no ônibus. Cheguei a sentir pena de acordar, mas precisava me levantar para descer no próximo ponto. Acordei o cara, e ele já tinha perdido dois pontos. Saiu correndo. Imagina onde ia parar. Do final não passaria, pelo menos.
Aí, eu li um monte de comentários assim: “É brincadeira.” / “Não sei o contexto.” / “Meu tio também dizia que ia me jogar no lixo.” / “A criança provocou.” Cês precisam de ajuda. Em nenhum lugar do mundo jogar uma criança no lixo é normal ou deveria ter graça. Não importa o contexto!
Ao longo do meu mandato como Conselheiro Tutelar e como ativista da infância, a pergunta que mais fiz, sem sombra de dúvidas, foi: E o pai, cadê? As respostas, em geral, nunca eram boas. Nesses momentos, pouco importava o motivo que havia me levado até aquela mulher. Algo sempre me dizia: Escute.
O prefeito de Sorocaba, sim, aquele que vocês adoram acompanhar, compartilhar e tomar como inspiração de comunicação, hoje propôs castração química. Vocês sabem onde isso termina. Conhecem essa história. Mas vamos fingir que não e agir como se fosse uma grande surpresa: Uauuuu.
Me permitem? O Oruam é um desafio para a esquerda. Adoraria que o rapaz fosse apenas um trapper riquíssimo, longe de confusões, fazendo o que bem entendesse. Mas, infelizmente, ele se tornará parte dos meus estudos cotidianos. As esquerdas não sabem lidar com a contradição que ele nos provoca.