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hoje nem fiz almoço, mas comprei coisa pra fazer e tem coisa na geladeira. fiquei o dia comendo biscoito de goiabada e chocolate e bebendo água. saí agora pra correr 20min e fazer uma calistenia. sábado muito preguiçoso

10 esse não pode faltar, na real, esse só pode sobrar. é um monumento da cultura latino-americana que projeta uma sombra muito extensa, sob a qual todos nos reunimos continuamente pra atravessar espelhos que dão pra outros espelhos. o borges era conservador, mas deixou uma obra revolucionária

capa do volume de contos "ficções", do Jorge luis borges

9 li esse aí durante a pandemia, passei muito tempo lendo. a seleção é muito sensível, e cada poema revela um fragmento do mosaico que sugere quem foi essa pessoa tão misteriosa que escreveu essas linhas. quem foi ela? não sei, mas a linguagem ficou, como pinturas rupestres na parede de uma caverna

capa da antologia poética "coração subterrâneo", da olga savary
realdeserto.bsky.social@realdeserto.bsky.social · 5h ago

8 top10 sem a grande ruth rendell é impossível pra mim. esse aí é um romance policial muito subversivo, até porque revela o crime na primeira linha. na minha concepção, é um dos textos políticos mais incisivos do século 20 e uma elaboração do pós-modernismo que eu acho a mais forte

8 top10 sem a grande ruth rendell é impossível pra mim. esse aí é um romance policial muito subversivo, até porque revela o crime na primeira linha. na minha concepção, é um dos textos políticos mais incisivos do século 20 e uma elaboração do pós-modernismo que eu acho a mais forte

capa do romance "a judgement in stone", da Ruth rendell
realdeserto.bsky.social@realdeserto.bsky.social · 5h ago

7 uma cosmogonia da cultura alternativa, cobrindo só uma vertente dela, o punk rock. relatos de pessoas extremas em situações extremas, rejeitando formas e padrões pré-estabelecidos. não é um tratado sociológico, mas uma tentativa de registrar a mitologia narrada pelos próprios sujeitos míticos

7 uma cosmogonia da cultura alternativa, cobrindo só uma vertente dela, o punk rock. relatos de pessoas extremas em situações extremas, rejeitando formas e padrões pré-estabelecidos. não é um tratado sociológico, mas uma tentativa de registrar a mitologia narrada pelos próprios sujeitos míticos

capa do livro "Mate-me, por favor", do Larry "Legs" McNeil e Gilliam McCain
realdeserto.bsky.social@realdeserto.bsky.social · 5h ago

6 li esse uma tarde na biblioteca central da ufpa. nunca me esqueço das implicações desse texto. não existe nada "natural", não existe "intuição". toda obediência tem um fundo hierárquico. tu só não vê isso porque tá dentro do círculo da ideologia, onde tudo reforça as tuas crenças. essencial

6 li esse uma tarde na biblioteca central da ufpa. nunca me esqueço das implicações desse texto. não existe nada "natural", não existe "intuição". toda obediência tem um fundo hierárquico. tu só não vê isso porque tá dentro do círculo da ideologia, onde tudo reforça as tuas crenças. essencial

capa do livro "o que é ideologia", da marilena chauí, da coleção primeiros passos
realdeserto.bsky.social@realdeserto.bsky.social · 5h ago

5 reli recentemente, continua brutal. é um relato centrado na ideia de demolição de noções sobre si, da primeira à última linha, um contraponto muito interessante ao discurso do autoconhecimento. a autora prefere a autodesorientação no autolabirinto, a autoderiva no auto-oceano

5 reli recentemente, continua brutal. é um relato centrado na ideia de demolição de noções sobre si, da primeira à última linha, um contraponto muito interessante ao discurso do autoconhecimento. a autora prefere a autodesorientação no autolabirinto, a autoderiva no auto-oceano

capa da novela "o amante", da marguerite duras
realdeserto.bsky.social@realdeserto.bsky.social · 5h ago

4 eu só tinha uma vaga noção de quem era o cortázar quando peguei esse livrinho lá na newstime da estação das docas. foi uma porrada. hoje eu percebo que esses textos são construídos em torno de medos e focos de ansiedade do autor, morte, traição, perseguidores etc. muito sagaz

4 eu só tinha uma vaga noção de quem era o cortázar quando peguei esse livrinho lá na newstime da estação das docas. foi uma porrada. hoje eu percebo que esses textos são construídos em torno de medos e focos de ansiedade do autor, morte, traição, perseguidores etc. muito sagaz

capa do volume de contos "octaedro", do julio cortázar
realdeserto.bsky.social@realdeserto.bsky.social · 6h ago

3 o velho graça salvou esse manuscrito antes de ser preso na esteira da intentona de 35. é um livro-colapso em que ficaram gravadas as condições em que foi escrito, uma obra de arte brasileira em todos os sentidos. tem muito aí da nossa passividade e da nossa brutalidade. gosto muito do estilo

3 o velho graça salvou esse manuscrito antes de ser preso na esteira da intentona de 35. é um livro-colapso em que ficaram gravadas as condições em que foi escrito, uma obra de arte brasileira em todos os sentidos. tem muito aí da nossa passividade e da nossa brutalidade. gosto muito do estilo

capa do romance "angústia", do graciliano ramos
realdeserto.bsky.social@realdeserto.bsky.social · 6h ago

2 narra as aventuras e desventuras de um cara errante na europa do renascimento. toda página aí é permeada por um tipo de assombro pelos mistérios da vida, mas um assombro lúcido, aliás, o livro é uma indagação sobre o lugar da lucidez na existência

10 livros pra me conhecer 1 um dos livros mais estranhos. um enredo banal [sujeito solitário se isola numa cabana no norte da noruega] tratado com um lirismo muito oblíquo que te puxa pra dentro dele. ctz que a boa literatura é isso, iluminar zonas cinzentas da experiência humana

capa da edição portuguesa do romance "pan", do knut hamsun

o capital não é monolítico nem impermeável a ideias, narrativas e discursos que provocam fissuras ideológicas na coesão dele. isso aí o marx e o engels já apontavam no "a ideologia alemã" no séc. 19, e ctz que o séc. 20 foi uma total demonstração da validade desse conceito

realdeserto.bsky.social@realdeserto.bsky.social · 10h ago

a pergunta é boa. é só olhar pras classes proprietárias do brasil nos últimos 400 anos pra ver que não é "natural" nenhum progressismo pra elas. quando uma família historicamente rica apresenta vozes mais divergentes, é uma boa oportunidade pra apontar que mesmo o capital não é monolítico

a pergunta é boa. é só olhar pras classes proprietárias do brasil nos últimos 400 anos pra ver que não é "natural" nenhum progressismo pra elas. quando uma família historicamente rica apresenta vozes mais divergentes, é uma boa oportunidade pra apontar que mesmo o capital não é monolítico

Akai@akaishiri.bsky.social · 2d ago

A saudosa revista MAD tinha uma página chamada RESPOSTAS CRETINAS PARA PERGUNTAS IMBECIS.. Supla deu uma lapada histórica nesse vídeo.

foi alvo da censura na redemocratização, mandaram riscar os discos, mas virou um clássico. eu curto, gosto do nando reis fazendo slap no baixo sem saber fazer, fica bem lo-fi, acho que o liminha sacou isso. tem aquele lance do modulador do sintetizador fazendo Uoooonnnnn, legal também

Ricapancita da Ardna@ricapancita.bsky.social · 3d ago

qual o novo debate envolvendo bichos escrotos e titãs? e principalmente qual o antigo debate envolvendo bichos escrotos e titãs (não quero saber)

meu coração ainda esquenta com o confronto estético, a fricção contra o padrão, contra a norma, a transgressão com substância. isso é a real contracultura, que de uma forma ou de outra eu sempre busquei. isso tem demais no big black, o som deles é um repositório disso.

realdeserto.bsky.social@realdeserto.bsky.social · yesterday

troquei pro big black porque tem mais a ver com o feeling do momento. eu já tinha mais de 25 anos quando ouvi pela primeira vez. é muito bom, é um som que desafia o público, noções predefinidas de gosto. é 100% estilo e confronto estético, isso eu curto demais

nada, o kassab não tá perdido, tá preparando o partido dele pro pós-lulismo usando uma candidatura balão de ensaio "cristianizável". ele não é infalível, mas criou um dos partidos mais fortes da Nova República retomando o fio do PSD criado pelo vargas lá nos anos 40

Gustavo Pizzo @gugpizzo.bsky.social · 2d ago

Eu já falei antes que eu acho o Kassab superestimado demais como guru. E esse ciclo político meio que prova isso: ficou perdido no tiroteio e acabou num chapa isolada. Mas o que ele diz aqui nas entrelinhas é que tem coisa pesada sobre o Flávio que todo o centrão sabe, e ainda não apareceu.