Um amigo espanhol despassarado, ao ver a montanha de cartazes que aparecem pelas rotundas do país, dizia-me ontem: "Vocês são um país estranho. Nem em Espanha, onde está tudo a-ferro-e-fogo entre os partidos, se vê esta profusão de propaganda. Parece que vão ter eleições amanhã!"
Francisco Seixas da Costa
@seixasdacosta.bsky.social
Diplomata aposentado / Retired diplomat (Reposte se quiser comentar / Repost to comment) https://franciscoseixasdacosta.com/ https://duas-ou-tres.blogspot.com/
"Sou o vosso novo médico de família. Podemos marcar data para virem ao Centro de Saúde?" Marcámos há dias, fomos hoje. Consultas médica e enfermagem: espera mínima, atenção máxima, cinco estrelas. Instalações espartanas em Sto Amaro, em transição para Ribeira Nova. Viva o SNS!
Nos dias 8 e 9 de outubro, com entrada livre (basta inscrição prévia) a Gulbenkian recebe a Conferência de Lisboa, organizada pelo Clube de Lisboa. Venha discutir connosco e com muitos convidados internacionais os desafios mundiais. Inscreva-se aqui: clubelisboa.pt/conf-debates...
7ª CONFERÊNCIA DE LISBOA | NUM MUNDO EM INCERTEZA - Clube Lisboa
O sistema internacional atravessa profundas transformações geopolíticas, económicas, tecnológicas, demográficas e ambientais. Em conjunto, estas dinâmicas estão a reconfigurar a ordem global, criando ...
clubelisboa.pt
Coloquei a pergunta a uma plataforma de Inteligência Artificial: "Concorda que a liberdade de que a IA atualmente dispõe está a colocar a humanidade na soleira da tragédia?" Em segundos, recebi esta resposta (repito, da IA, não de qualquer ser humano): duas-ou-tres.blogspot.com/2026/09/a-li...
duas-ou-tres.blogspot.com
Não tenho opinião firmada sobre a questão da idade para acesso às redes sociais. Tendo a pensar que a questão, menos do que em políticas públicas, assenta na educação familiar, ou na falta dela. E aqui, confesso ter uma convicção inabalável: já não vamos a tempo.
Ouço para aí algumas pessoas "contra a Inteligência Artificial". É uma imensa estupidez! A IA é um salto tecnológico maior. Pode ser bem ou mal usada — mas essa é uma questão diferente, é de regulação. Há alguns anos, também se ouvia: "Eu não uso internet!" Em que catacumbas está essa gente hoje?
O caso Seinfeld, ao trazer à tona as manifestações de alguns artistas, cuja retirada do espetáculo não terá sido feita da forma mais feliz, teve, no entanto, a contrario, o considerável mérito de revelar muitos silenciosos solidários com o genocídio palestino.
Entrevista ao “Diário de Notícias” (11.9.2026)
A administração americana terá vetado o nome de Ricardo Reis para um lugar importante no FMI, aparentemente por críticas feitas à política de "tarifas". Acho que não devíamos ficar quietos e apresentar novos nomes: sugiro Bernardo Soares, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro.
O uso do "Vossa Excelência" nos debates no tribunal máximo do Brasil tem imensa graça. Protegidos pelo uso do elegante vocativo, os insultos entre os juízes sucedem-se, com um vocabulário cuidado, por detrás do qual há imensa acrimónia e desprezo. Nem sempre foi assim, diga-se.
Os resultados do PISA são uma tragédia. Mas o que é uma verdadeira tristeza é ver a classe partidária assanhada na busca de culpados políticos, em lugar de procurar consensualizar remédios para o futuro. Ah! E já agora, um pequeno consolo: olhem o descalabro por essa Europa fora!
Vai ser lançado um livro de Mário Centeno, escrito com Filipe Santos Costa. O país deve imenso, no seu prestígio internacional, à ação desenvolvida no governo, no Eurogrupo e, finalmente, no Banco de Portugal por este grande servidor da causa pública. Irei ler com muito interesse
A crise político-judicial agrava-se no Brasil, com novos episódios que colocam a eleição presidencial refém das decisões do STF e tornam o resultado mais imprevisível. Esse é terreno ideal para os comentaristas, categoria a que, episodicamente, irei regressar na CNN Portugal.
Há uma cobardia na arbitragem. A forma como as defesas, junto à área, tentam obstaculizar a ação dos avançados, nos cantos e outras situações de bola parada, raia o absurdo: empurrões, "abraços" e puxões de camisola tornam aquilo numa selva. Solução? Penalti! Era remédio santo.
Eu nem para estrelar um ovo sou capaz de pôr um avental! Mas é muito baixo que um deputado, numa comissão parlamentar, pergunte a alguém — como se tal fosse crime ou motivo de suspeição — se é membro da maçonaria. A pessoa em causa não será. E se fosse? "Mind your own business!"
Trump procura uma intervenção da justiça para proibir o voto por correspondência. Um terço dos eleitores americanos vota dessa forma — desde logo, o próprio Trump! O "problema" é simples: a maioria dos votos por correspondência favorecem os democratas.
O pânico com o crescimento da extrema-direita, bem compreensível, implica responder a uma pergunta desagradável: o que é que os partidos decentes fizeram de errado, ou não fizeram de todo, para que os eleitores lhes tenham fugido? Uma autocriticazinha não lhes faria mal nenhum.
Tenha ou não uma maioria absoluta, o resultado estadual da AFD deve interrogar-nos sobre se olhar alegremente para o rearmamento alemão não será uma ingenuidade suicida. O futuro da Alemanha não é necessariamente no "bom sentido". Ou o da França. Ou, já agora, o da Ucrânia...
Disseram-me que há para aí uma teoria de que o tamanho de Portugal sai beneficiado no novo mapa do mundo que agora foi aprovado nas Nações Unidas. Ainda alimento alguma esperança de que não surja uma voz do governo a colocar isto a seu crédito...
É uma excelente notícia para o país a reclassificação positiva do "rating" do país por mais uma agência de notação. O governo está de parabéns, sem qualquer "mas".
É impressionante o vigor da voz pública diária do senhor presidente da Assembleia da República, reclamando contra o incompreensível atraso na investigação de um assaltozeco de lana caprina numa sala do palácio onde dirige os eleitos da nação. Assim, sim! Que nunca a voz lhe doa!
Sánchez sabe, como toda a gente, que Marrocos tudo fará para instabilizar Ceuta, por ação ou por omissão. Mas a relação formal com Rabat é mais importante do que o resto. A sua "craftily worded" declaração no parlamento teve o sentido de Estado que Feijóo não soube ter. É pena.
Se Nigel Farage cair nas sondagens, e atenta a persistência da crise conservadora, Andy Burnham pode ser tentado a antecipar legislativas no RU, cavalgando o seu "estado de graça". Projeta um ímpeto de mudança, mas não fica claro de onde sairão as Libras para dar corpo às ideias.