Fernanda Castro

@fernandaversa.bsky.social

Escritora, tradutora e preparadora. Autora de Mariposa Vermelha, O Fantasma de Cora e Lágrimas de Carne. Bicho de toca. Mãe de monstros. Finalista do Jabuti. fernandacastro.me rep: romanlit

eu acho muito louco que as pessoas só se dêem permissão de fazer/usar algo, só porque x pessoa famosa desfilou num tapete vermelho usando aquilo. Se você quer parar de definir o cacheado com mil produtos, faça isso. Não espere a Zendaya te liberar.

whenever you read studies like “insect populations have dropped by 60% in a decade” you need to have in mind that nature is actually incredibly resilient and we could reverse course at any point if we weren’t ruled by fascists

jentrification@jentrification.com · 3w ago

Two Minnesota solar farms seeded native wildflowers under their panels, and 5 years of counting revealed native bees had multiplied twentyfold, then crossed the fence to pollinate the neighbour's soybeans

Olar, céu azul do meu coração. É meu prazer divulgar essa capa lindíssima (feita pela Mariana Banker!) do meu novo livro! "Estrelas nascentes explodem no seu caminho" é uma novela espacial sobre encontros, desencontros e algumas explosões. Pré-venda em breve pela Planeta Minotauro!

Imagem de fundo azul-esverdeado claro com estrelas estilizadas de quatro pontas pontilhando o fundo aleatóriamente. Na parte superior está escrito "revelação de capa" e na parte inferior está "pré-venda em breve!". No centro, está a capa do livro. O fundo varia em tons de azul claro e escuro intercalados a partir de raios de luz oriundos de uma pequena estrela brilhante no centro. A frente, estão uma mulher de pele marrom e cabelos pretos mais ou menos encobertos por um lenço e um homem de pele branca com cabelos pretos curtos, um olho biomecânico e óculos de aros finos, ele tem uma tatuagem da letra grega mi na têmpora. A mulher veste roupas simples, cobrindo todo o corpo. O homem veste um sobretudo que esconde a maior parte das roupas mas deixa a mostra um painel eletrônico que ele tem no pulso. Os dois estão voltados para lados opostos mas com as mãos unidas, tocando os dedos. Na parte de baixo desenhos estilizados de estrelas formam uma margem em estilo inspirado por art nouveau, com o desenho de um caranguejo. O titulo "Estrelas nascentes explodem no seu caminho" está escrito em caixa alta com fonte serifada e branca na parte superior e logo acima o nome da autora "Lis Vilas Boas" está escrito também em caixa alta, sem serifa.Imagem de fundo azul-esverdeado claro com estrelas estilizadas de quatro pontas pontilhando o fundo aleatóriamente. Na parte inferior há a ilustração de um caranguejo azulado. Ocupando a maior parte está o texto com a sinopse: Nenhum deles esperava companhia. Muito menos um ao outro. Quando a nave falha e fica à deriva em meio aos perigos do espaço, o acaso vira convivência forçada, a tensão vira conversa e a conversa vira algo mais perigoso: intimidade. Entre sistemas quebrados, crenças improváveis, caranguejos famintos, suculentas fluorescentes e decisões impulsivas, Sarafina e Mero descobrem que o maior risco daquela viagem não é ficarem presos no vazio... é se aproximarem demais.

Li o texto e fiquei com dúvida: ela queria terreno/casa pra passar ferias ou pra viver lá? Porque a decisão de se mudar pro campo passa por uma mudança de modos de vida que, realmente, não é todo mundo que banca. Mas também é um tanto reducionista a ideia de que todo mundo precisa virar agricultor.

Erahsto Felício@erahsfeliz.bsky.social · 3mo ago

A @apublica.org publicou essa crônica hoje e eu queria fazer alguns comentários. O primeiro é que talvez nós estejamos intoxicados por conteúdos de redes sociais. Onde classe média ir para a terra é um problema político no Brasil?+ Turismo hipster e gentrificação rural apublica.org/2026/05/turi...

Quem sonha em migrar da cidade pro campo pode começar ajudando a construir pontes, procurando saber como é a situação dos produtores do seu entorno, saber o nome do cara que vende a feira pra ele, conhecer o tempo, o mapa e o bioma de onde se vive, começar a colocar os pés no chão...

Eu li essa crônica ontem e fiquei toda encucada sem entender o que me incomodava, pensando muitos pensamentos, e aí o Erahsto chegou e disse tudo o que eu queria dizer!

Erahsto Felício@erahsfeliz.bsky.social · 3mo ago

A @apublica.org publicou essa crônica hoje e eu queria fazer alguns comentários. O primeiro é que talvez nós estejamos intoxicados por conteúdos de redes sociais. Onde classe média ir para a terra é um problema político no Brasil?+ Turismo hipster e gentrificação rural apublica.org/2026/05/turi...

Gosto de escrever numa plataforma super simpática, a Ellipsus. Aí recebi a newsletter deles com uma matéria "Creativity in the Age of AI". Já tava me coçando de decepção, mas aí abri e tive uma grata surpresa: era uma pesquisa com os autores da plataforma:

Criatividade na era da IA

Como é, de fato, ser escritor na era da IA? Realizamos uma pesquisa para ouvir diretamente das pessoas que estão produzindo. A resposta foi impressionante e confirmou muito do que todo mundo já pensava.

97,8% dos entrevistados evitam trabalhos que suspeitam ter sido gerados por IA. Há uma mudança fundamental na forma como abordamos o que lemos: não presumimos mais que exista um ser humano do outro lado.

Quase metade dos entrevistados teme que seu trabalho possa ser confundido com IA — e 99,5% acreditam que as pessoas deveriam ter o direito de saber se um trabalho foi escrito por um humano ou não.

Escrita humana = resistência. Mas, apesar do conteúdo de IA inundar os espaços criativos, a maioria dos escritores afirma estar escrevendo mais do que nunca — a despeito dessa "economia do pouco esforço", pela alegria de criar algo que só eles poderiam criar.

Resumindo: se você odeia IA, está longe de estar sozinho — mas a resistência é necessária e possível, especialmente mantendo a criatividade. Então, continue escrevendo e lute contra os robôs!